Concarneau e Brest

16.08.08 – Dia_13

As viagens são a alegria absoluta. E são desalento e desespero e imprevisibilidades e cansaço e força que se encontra. E saber que no dia seguinte não sabemos o caminho. E saber que há um recomeço de tudo, de tudo quanto está por ver, por saber, por experimentar, por conhecer. Viagem que é viagem só começa, nunca termina, entranha-se, adquire vida própria e, dentro, viaja. E, dentro, viaja muito depois de termos chegado, recordando.






Recordando Concarneau, temos a certeza de que não esqueceremos nunca mais a Ville Close, não estava no roteiro, não está em roteiros, mas ficará para sempre na memória. Não há fotografias nem palavras que expliquem determinados ambientes,...sentirmo-nos bem é um todo que não se explica.




A Bretanha é um lugar de chuva, intermediada de sol, com um céu sempre carregado de tonalidades que expressam essa ambiguidade. Brest é claramente a expressão mais agreste dessa ambiguidade. Como agreste é a cidade e o seu imenso, cinzento, ferrugento e estivado porto comercial, primeiro de França.


Foi um "regresso" à terra de eleição de emigrantes, num apelo ao trabalho.


Desmontámos ali curiosidades e memórias de conversas escutadas em criança.







Contudo, Brest havia ainda de nos surpreender, quando ao acordar-mos na AS onde pernoitámos descobrimos que estavamos afinal à beira do desejado Oceanário, a visitar, e nas margens prazeirentas de um belissímo estuário dedicado ao lazer.

Visita feita, rumámos a St. Malo.

KM +- 185

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