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09.08.08 – Dia_5 .Saint Jean de Luz - Arcachon

O caminho só se faz, fazendo-se!
É um dos predicados da viajem,…em particular da viajem automobilizada, difícil de explicar.


A novidade a cada curva, ainda que seja um pinheiro mil vezes repetido! É um estado de espírito que tem muito a haver com disponibilidade, tudo merece atenção,e quando assim é, tudo parece irrepetível.

A jovem Madame, que descalça e com chapéu de cerimónia, muito a preceito, vende frango assado à beira de estrada, fazendo parar o trânsito na certeza de que uma vez provado, a clientela jamais se repetirá,...irrepetível.A certeza sobreveio umas horas mais tarde,no sossego do pinhal.

Ao cair da noite,a primeira surpresa, em AS´s,.. o Gps conduz-nos a uma área vedada à passagem de autocaravanas. Em contrapartida abundam os parques de campismo, mas uma centena de metros antes identificá-mos um agrupamento de caravanas dentro do pinhal que pode ser a alternativa em constituição, a quem quer visitar a famosa Pyla!?
A aparente proximidade com a duna e a confiança entretanto ganha na autonomia dos serviços da autocaravana (para tanto tinha investido em baterias e painel solar ) levou-nos a decidir pelo acampamento,… afinal selvagem,mas muito limpinho e civilizado,parecia que tudo tinha começado naquele dia.


À chegada um jovem casal basco confessava amor á primeira vista pela nossa Travel Van,... parece ter sido uma opção a generalizar-se, o tamanho qb.
Foi uma noite em que Pé-de-vento fez dominó por diversas vezes... ( os kilómetros que é preciso fazer, para arranjar tempo e espaço qb para um joguito!!!) …só mesmo em autocaravana e em acampamento selvagem!








KM +-200

08.08.08 – Dia_4 .Saint Jean de Luz

Continuo a acordar cedo,..11 horas mais coisa menos coisa. Já lá vai o tempo das noitadas de trabalho. O pequeno almoço, tão raro no resto do ano, sabe-me sempre divinamente em férias, mais na convicção de que a bicicleta me vai permitir comer normalmente.

O dia começou com a visita de estudo á casa-museu de Luis XIV, onde apreciei como uma lição bem estudada pode levar uma guia a conduzir uma dúzia de predispostos durante uma hora para percorrer apenas quatro pequenos compartimentos. Pé-de-Vento sossegou com a história!

A sugestão do guia American-Express é que se faça a pé o percurso que se estima de duas horas entre St Jean e a ponta de Seco. Ida e volta, é muito tempo a andar a pé.Ponderada a possibilidade de se fazer de moto ou de bicicleta, Pé-de-Vento optou com coragem pela bike,... para a moto ainda vai faltando.

Pedalou que se fartou, pensava eu…mas fomos e viemos, quase 12 km ida e volta, sempre à beira-mar, na companhia de uma paisagem sempre soberba, apetitosa e muito trânsito. Paragem para comprar duas toalhas de praia, um mergulho e umas braçadas nas águas da baía ao fim da tarde com uma temperatura muito convidativa, deram-me de novo a certeza de estar de férias.


O American-Express recomenda ainda e eu também! Uns moules como nunca antes,... de chupar os dedos, uns chipirons grelhados às tirinhas na companhia de um molho espesso que que mal decifrei apesar de ter visto o fundo à tigela, duas garrafas de um vinho da casa rosé, que eu não saberia escolher melhor e um nome para não esquecer,.. CHEZ KAKO.
Quando pedíamos a lista, traziam-nos simpaticamente o quadro de ardósia de 1.50m de alto, de beira de estrada. Comemos no meio daquela sublime e prodigiosa sala que é o meio da rua, frente à entrada poente do mercado com cobertura de luzinhas de todas as cores e folhas verdes, e uns pingos de água que não nos demoveu,... com menos sorte no menu, outros foram em debandada para o interior…abençoei, a cozinha francesa o guia e perspectivei um final de férias com uns kilitos a mais (estava enganado).

Quando os dias são memoráveis, normalmente o fotógrafo dá à sola.
Foi fácil adormecer,... muito fácil.


07.08.08 – Dia_3 :Saint Jean de Luz

Cumpriu-se a minha expectativa quanto à excelência da vila como destino de férias, muito melhor que a afamada Biarritz. Mais popular, mais descontraída mas sobretudo naturalmente mais bonita Saint-Jean-de-Luz, é ainda "cénicamente" uma terra de pescadores.
Pedalou-se muito pouco, o centro era já ali! O desafio é o trânsito intenso o que constituiu uma oportuna prova de fogo para Pé-de-Vento.

O Sol a espaços trocava-se com uma chuvada intensa e curta, cumprindo a tradição desta costa atlântica dos Pirinéus. A esplanada do café central, foi abrigo para passar o pior, olhar a paisagem humana e para as bicicletas parqueamento.



Apesar da chuva a atmosfera é totalmente estival e intensa.
Uma voltinha no mini-trem para perspectivar o todo e seus limites e depois um passeio a pé mergulhados no movimento e comércio das artérias pedonais,... mais tarde assentando arraiais numa esplanada da praça central, que desiludiu com os primeiros moules e a primeira paelha.



Valeu pela beleza urbana, animação musical e barulho das luzes.