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De Trujillo à Nazaré

04.01.09 _ Dia_11



Estamos no último dia das férias de fim de ano. Tinhamos já referenciado Trujillo num blogue da "concorrência" , e confirmado no guia American Express, os motivos de interesse desta localidade, a expectativa era por isso grande. E não nos desiludimos, antes pelo contrário, não é exagero sublinhar a referência da sua histórica praça central, como uma das mais belas de Espanha e assim é de facto,... a forma ,a antiguidade e singularidade de alguns edíficios fidalgos em coexistencia com casas simples mais populares, numa forma ampla de geometria variável confluente para a igreja em posição central avançada, dão-nos a imagem de um urbanismo autêntico da época. Trujillo é uma vila a não perder para quem sempre passa ao lado.







Uma subida ao castelo e as supresas continuam, com um aglomerado ainda mais antigo, bem conservado e restaurado onde se albergam comércios e pousadas requitadamente sossegadas, havendo uma atmosfera perfeitamente integrada à época da rua e dos exteriores.





















Havemos de lá voltar muitas mais vezes, de resto fica a caminho e a vista nocturna desta praça iluminada é ainda mais bonita



Tempo , para comprar os últimos souvenires, e apreciar o queijo , os licores e doces á base de figo ,... especialidades da região. Depois, mais uma etapa, mais uma viagem, desta feita a última,...e como é bom recordar!


E o regresso a casa , com mais estrada, por Cáceres e Castelo de Vide, encurtando uma mão cheia de quilómetros,... com tempo ainda para uma primeira lavagem à Travel Van, que bem merece e justifica no fim desta segunda maior aventura.



E auto-estrada nova até Cáceres, ...gratuíta e toda nossa, e que bela paisagem a fazer lembrar outras viagens e caçadas

















E no fim desta segunda viagem confirma-mos as nossas "suspeitas" e expectativas de satisfação com o novo brinquedo.


E confirmamos um espaço de liberdade que é o país do autocaravanismo, seja na Bretanha , conhecida pela terra dos autocaravanistas, seja na Côte dàzur conhecida como cosmopolita,.... os autocaravanistas são bem vindos, e não há qualquer tipo de discrimação em realção aos demais carros de turismo. Não se vê auto-campismo de facto,... porque lá como cá é proibibido o campsimo selvagem, e a diferença é que lá o policiamento faz -se sentir no cumprimento da lei e da ordem, enquanto por cá os arautos da desgraça e da diarreia legislativa reclamam por mais lei. Houvesse em portugal quem a fizesse cumprir e os maus autocaravanistas, portugueses ou estrangeiros deixavam de se ver . Mas há quem de forma enviezada , na verdade pretenda muito mais do que isso,.,.transformar portugal num imenso terreno da AECAMP....mas seria preciso que não houvesse Portugueses!




Fim do dia e da viagem, estamos de novo na Nazaré e em casa, para dormir tranquilamente.

De Zaragoza a Trujillo

03.01.09 _ Dia_10

Noite sossegada e sem história em Zaragosa, no parque empresarial. Depois havia que prosseguir viagem, a agenda de trabalho aproxima-se!
O Vento soprava ainda uma passagem por Catalayud, cidade silenciosa como lhe gosta de chamar,… tantas vezes vista ao longe e de passagem a partir da auto-estrada, envolta em quietude, nesse quase deserto que é o caminho Zaragoza- Madrid e vice-versa. Tudo um imenso não lugar.





E Catalyud adentro, continua a parecer um “não lugar”, sem gente, sem vida, com ruas vazias e prédios silenciosos, …. estranho, mas está a acontecer mesmo uma cidade fantasma, talvez adormecida pela siesta espanhola. Muito dormem os espanhóis.



















Não se vê vivalma e as estátuas ganham nesta altura um protagonismo acrescido.





Vamos embora para não acordarmos esta gente, dormem indiferentes à crise ou até por causa dela, sabe-se lá...





Novamente na estrada, com paragem para almoço num restaurante de beira de estrada onde se comeram umas deliciosas tiras de polvo,...e continuar a viajar até à meia-noite.




















Vamos pernoitar aqui, por baixo das cegonhas de Trujillo que vamos conhecer amanhã,.. a expectativa é grande.

Figuéres,em casa de Salvador Dáli

02.01.09 _ Dia_9

Saímos da Côte D´Azur com o cair da noite. Atravessar a França até Espanha são pouco mais 600 Km que em auto-estrada se faz comoda e rápidamente. Passava pouco das duas da madrugada quando entrámos em Figuéres, com o propósito de conhcer a casa Museu-Teatro de Salvador Dáli. Depois de duas pequenas voltas à cidade identificámos um parque de estacionamento nas imediações da casa museu, com optimas condições de parqueamento para pernoita. Junto ao Parque Urbano da cidade e entre a casa museu e o hospital central. Um parque estacionamento que estava vazio ao chegarmos, mas que de manhã se apresentava repleto de viaturas, afinal de turistas com o mesmo propósito.



Atravessámos o parque urbano e damos de caras com a casa museu, de uma arquitectura suigéneris, prenhe de alegorias à excentricidade do ex-proprietário. O ar fantasioso e louco de Salvador Dáli, sempre nos fascinou, antevendo-se uma experiência de vida alucinante, para além das fantásticas obras do mestre do surrealismo. Todo o museu é por si só uma experiência surreal, que o próprio fez questão de decorar com as mais bizarras figuras, instalações, esculturas e de demais objectos de arte que realizou propositadamente para o rechear.É o mais visitado museu de Espanha, depois do Museu do Prado. É uma obra-prima o seu interior onde tudo se pode considerar Arte desde pinturas, esculturas e jóias.



Uma gloriosa poia, decora todas as parades exteriores da casa museu, numa alusão ao apreço que o artista tinha pela monarquia,...apesar das suas próprias origens numa família fidalga, revelador do inconformismo do espírito verdadeiramente nobre do artista.


Comprados os bilhetes lá fomos para a fila de entrada, que parece ser uma constante desde da data de inauguração em 1974.





Na fila, encontramos turistas de todas as nacionalidades, mas esmagadoramente franceses, que se reclamam do mesmo espírito republicano e quasi da mesma nacionalidade que Dáli.


Na praça adjacente uma óptima esplanada com menus muito apelativos e preços acessíveis, a convidar a uma reserva antecipada de mesa para a hora de jantar.



Cá fora as esculturas estão por todo o lado,mas é lá dentro que verdadeiramente começa o espectáculo de que aqui deixamos uma pequena amostra.

















É já noite quando voltamos à rua. Aguarda-nos um jantar memorável de iguarias pescadas em forma de pequenas e variadas paelhas das quais sobressái a de meixão.

Tempo ainda para uma visita à capela histórica da cidade e para um passeio nocturno pelas ruas de comércio e picadeiro principal, com iluminação alusiva à quadra .


Comprádos os souvenirs lá fomos abancar no picadeiro simplesmente a ver o ambiente e a ver quem passa.




Ainda hoje iremos dormir a Zaragoza, onde está agendado um encontro com o homem que me vendeu a moto que equipa a autocaravana.