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Ovalhamedeus,...companheiro

Perguntas-me porque razão, o Mestre d´Além desmontou o arraial da porta do CPA como fez nos últimos anos, e subscreveu aquela Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade, que adoptou o Proj.lei do PSOE Espanhol !?

Pois bem, respondo-te num tom bíblico que me parece ser o mais ajustado à tua demanda. São insondáveis os desígnios deste Senhor! Os do Senhor e os do Papa. Cada um à sua maneira, o Senhor e o Papa, têm desígnios que me ultrapassam.


Companheiro, diz-me com quem andas dir-te-ei quem és e para onde vais. As perspectivas actuais e futuras do Movimento Autocaravanista Português com a Plataforma de Unidade, talvez só a ex-excomungada FCMP e outros poucos eleitos saibam! Tomados pelo Simplesmente Espírito Santo d´Além, neste momemto preferimos glorificar ao Pápa, ao invés de nos preocuparmos com os nossos direitos legítimos. Quem compreende a verdadeira natureza das pequenas guerras, sabe que os guerreiros das trevas, quando não vencem a luz começam por dar um passo para trás, para depois darem dois à frente. Oxalá o espírito d´Além não deixe o Papa como à Bruxinha, falando sózinho. Está provado que se existe algo de verdadeiro em Além é a sua habilidade em fazer prevalecer suas vontades, expressões e pontos de vista.


Isso mesmo companheiro, não entendeste mal.!


Recusamos uma falsa e tola elucubração intelectual proposta por religiosos velhinhos submergentes que provocam e são beligerantes contra irmãos, ditos novos autocaravanistas. Constantemente usando e abusando de “massa marrom evangélica”, esse nosso irmão em Autocaravanismo precisa de edificação com ironia e palavras que produzam coceira aos ouvidos.


Quem anda agora a exorcizar fantasmas no autocaravanismo nacional é o mal amado ex-Vice daquele grande clube, aquele poeta da Tribuna Autocaravanista. A página de Autocarvanismo Itinerante que com outros marginais mantém naquele lugar de ócio moderno que é o Facebbook , por vezes até faz fumo. E cheira mais a enxofre que a incenso. Um ghetto, desacreditado junto da opinião pública esclarecida, pois constitui uma autêntica infecção de desinformação, que actua de má fé como campeão do quanto-pior-melhor. De comportamento anti-social, dito livre ou independente, que se baseia na contestação libertária e libertina da Sociedade, e do Estado de Direito, e que persistem em acampar ilegalmente fora de parques de campismo, numa aliança incestuosa entre o auto-campismo e o campismo selvagem, proclamando terem a liberdade ilimitada de estacionarem e pernoitarem onde querem, quando querem, e como querem,…. sic, Newsletter d´Além, em tretas e mais tretas .Bem prega Frei Tomás, faz o que ele diz, não faças o que ele faz!


Companheiro, em Portugal damo-nos muito mal com a crítica. Preferimos a graxa. O elogio bacoco. Derretemo-nos todos quando dizem que somos lindos, inteligentes, fantásticos. Parecemos donzelas nas mãos de galãs sabidões. O poeta estava enganado quando escreveu que é pelo sonho que vamos. Não é nada pelo sonho. É pela lábia, companheiro. É pela lábia.

Saudações Evangélicas

Assim sim, quero aplaudir!


Em Portimão ou noutro qualquer lado do território nacional.

O movimento associativo autocaravanista em Portugal parece estar finalmente em marcha, ao unir-se no essencial na expressão de uma missiva de desacordo comum e geral com a anunciada postura do municipio de Portimão sobre autocaravanismo.

Registamos o facto e saudamos com agrado todos os intervenientes!

Destacamos alguns trechos dessa missiva:


""qualquer prática de campismo fora dos locais legalmente consignados".


Note-se que estas situações são acauteladas pela Lei vigente, nos termos do nº1 do Artº 59º do Decreto-Regulamentar 38/80....


Por outro lado, mas com desagrado, constatamos o referido Regulamento deverá aplicar o mesmo princípio ao "aparcamento de viaturas com a finalidade de pernoitar".


Consideramos mesmo que o Regulamento que Vª Exª pretende colocar em aprovação sobrepõe-se à Lei geral, pois esta não estabelece as diferenças entre estacionar e pernoitar.


Por outro lado, autocaravana na via pública rege-se pela regulamentação associada à circulação de veículos automóveis, não existindo qualquer Lei que a obrigue a estacionar durante a noite num parque de campismo ou área de serviço....


Não é plausível que a C.M. Portimão aplique limitações globais à circulação das autocaravanas, exclusivamente devido à sua construção/utilização como veículo, pois se assim for incorre numa atitude profundamente discriminatória, violando os princípios fundamentais da Constituição da República Portuguesa....


O equívoco em que o executivo camarário de Portimão incorre com a proposta do novo Regulamento, deverá estar motivado pelo padrão comportamental dos turistas estrangeiros que frequentam o Algarve na época baixa. São pessoas que vêm em busca do sol e do clima ameno, que efectuam paragens prolongadas no mesmo local, utilizando o mesmo, de certa forma como o fariam num parque de campismo. ...
Não apadrinhamos esta situação, pois partindo do princípio que este tipo específico de turista pretende esta tipologia de visita, deverá dirigir-se aos parques de campismo da região, e, se não fizer, poderá sim incorrer nas penalizações previstas na Lei, a qual deverá ser aplicada sem tolerância.


Desta forma evitar-se-á que o colectivo seja prejudicado pelos comportamentos menos próprios de alguns. ""

O texto completo aqui :http://cpa-autocaravanas.com/forum/index.php?PHPSESSID=b875226752b6b8634c2506e19473139b&topic=1894.msg12672#msg12672

"Multas que podem atingir os 200 euros."

"Caso os autocaravanistas sejam apanhados a pernoitar fora dos parques de campismo vão ter de pagar multas que podem atingir os 200 euros."
O CPA, o CCP, o CAS, o CAB e/ou outros similares têm agora e aqui uma oportunidade para mostrar as suas habilidades técnico-jurídicas,...enfim quaalquer coisa mais do que as habituais conversetas da treta, de trazer por casa.
Os ilustres juristas/autocravistas como Nandim Carvalho, que passam a vida com alardes de "notificações legislativas", têm também aqui e agora uma oportunidade para a sua acção generosa e pró bono,..no caminho do resgate pessoal e da redenção! ;)
A ver vamos...
Se nenhum destes Clubes/Associações interpuser rápidamente uma providência cautelar contra as Autarquias algarvias e da costa alentejana que criaram Regulamentos municipais feridos de nulidade jurídica e ao mesmo tempo reclamarem da nulidade jurídica destes Regulamentos junto do Tribunal Administrativo....
Se ninguém o fizer, então o movimento associtiavo autocaravanista em Portugal não passará de uma brincadeira de "garotos" .!

Gosto disto! - CPA

PLATAFORMA DE UNIDADE

Sem se reclamar como autor, o Clube Português de Autocaravanas assume, como uma Plataforma de Unidade, a defesa dos interesses, direitos e garantias dos Autocaravanistas consubstanciados na seguinte

DECLARAÇÃO DE PRINCÍPIOS

1. Considerar, com todas as consequências daí inerentes, que ACAMPAR é a imobilização da autocaravana, ocupando um espaço superior ao seu perímetro, em consequência da abertura de janelas para o exterior, uso de toldos, mesas, cadeiras e similares, para a prática de campismo.


2. Considerar que o acto de acampar, conforme é acima definido, só é permitido (e assim deve continuar) em locais consignados na Lei e, consequentemente, salvo excepções, também consignadas na Lei, é proibido na via pública, independentemente da hora a que ocorra, devendo, na salvaguarda do interesse público, ser penalizado.


3. Considerar, com todas as consequências daí inerentes, que ESTACIONAR/PERNOITAR é a imobilização da autocaravana na via pública, respeitando as normas de estacionamento em vigor, designadamente o Código da Estrada, independentemente da permanência ou não de pessoas no seu interior.


4. Considerar que o acto de estacionar/pernoitar, conforme é acima definido, deve poder continuar a ser efectuado em qualquer local, não proibido por Lei (nomeadamente no Código da Estrada) não podendo as autocaravanas, pelo simples facto de o serem, nomeadamente através de sinalética que não conste de diplomas legais (e que será discriminatória se vier a existir), ser impedidas de o fazer.


5. Considerar que é lesivo da igualdade de tratamento a que todos temos direito a existência de diplomas que legislem de forma discriminatória, impedindo especificamente o veículo autocaravana de estacionar onde outros veículos de igual ou semelhante gabarito o podem fazer.


6. Considerar que o turismo itinerante em autocaravana é um factor de desenvolvimento económico para as populações que justifica em si mesmo uma discriminação positiva do autocaravanismo.


7. Considerar que os Parques de Campismo Municipais devem permitir a utilização das Estações de Serviço para Autocaravanas neles existentes, no âmbito de uma politica de protecção do ambiente e, consequentemente, a preços compatíveis com o serviço prestado (abastecimento de água potável e despejo de águas negras e cinzentas).


8. Considerar que a implementação de Áreas de Serviço para Autocaravanas, em pelo menos uma por Concelho, preferencialmente de iniciativa autárquica, contribui, não só para o desenvolvimento económico das populações, como para a protecção ambiental e o melhor ordenamento do trânsito automóvel.


CPA, 31 de Maio de 2010,
A Direcção

INQUÉRITO INTERNACIONAL DE CARACTERIZAÇÃO DOS AUTOCARAVANISTAS

Responda ao

INQUÉRITO INTERNACIONAL DE CARACTERIZAÇÃO DOS AUTOCARAVANISTAS
Quem são os autocaravanistas? Qual é o contributo do autocaravanismo para o desenvolvimento turístico das comunidades locais? Que problemas enfrentam e o que esperam os autocaravanistas dos lideres associativos e das autoridades públicas?A resposta a estas questões é fundamental para definir o rumo do movimento associativo e para promover os direitos dos autocaravanistas na União Europeia. Por isso se apela a todos os autocaravanistas que despendam 15 minutos do seu tempo para responder a este INQUÉRITO INTERNACIONAL DE CARACTERIZAÇÃO DOS AUTOCARAVANISTAS

Este é não só o inquérito mais completo já feito aos autocaravanistas, como o primeiro inquérito a ser realizado à escala internacional, ambicionando permitir a análise comparada da situação do autocaravanismo nos principais países em que tem expressão.O sucesso deste inquérito depende do número de autocaravanistas que lhe respondam e da diversidade de países nele representada. Ajude-nos, divulgando este inquérito aos seus amigos autocaravanistas por email ou nos fóruns em que participa.Participe neste desafio. A sua resposta a este questionário é absolutamente confidencial.

Pois,...Bons ventos de Espanha!




Tráfico. el psoe pide que las autocaravanas tengan las normas de los coches.

http://ecodiario.eleconomista.es/sociedad/noticias/2094956/04/10/Trafico-el-psoe-pide-que-las-autocaravanas-tengan-las-normas-de-los-coches.html


El PSOE recuerda que en los últimos años se han producido "cambios y una evolución en el sector que genera nuevas necesidades y posibilidades de adaptación y traslación a una posible normativa local, autonómica y europea".

http://www.adn.es/economia/20100426/NWS-1166-PSOE-autocaravanas-circulacion-homologar-turismos.html

Ovalhamedeus,...Companheiro

Tens razão . Ensandeci e só a tua voz rosa me chamou à razão.

Gastar três mil caracteres a falar de Sinais de Trânsito e outras coisas esotéricas merece castigo severo. Estás autorizado a dar-me com um Sinal de Parque de Estacionamento para Autocaravanas na cachimónia se eu voltar ao assunto. Com um ou com uma dúzia deles, que sinais de parques de estacionamento proibido para ACs não falta por aí, o que falta é a sua existência legal. Continuamos à espera que o autocaravanista d´Além cumpra a promessa feita o ano passado naquele grande encontro Internacional de Abrantes quando entregou a chave aloirada do MIDAP ao senhor do nosso Clube. Como eu gostei de descer o Tejo em campanha até aquela ilha da sabedoria nacional que é São Bento com o nosso Presidente ao leme de um barquinho de recreio. Confesso-te que cheguei a pensar que era daquela vez que íamos naquela levada, com o ex-deputado fadista e o deputado cantigas, tão habituados que estão a irem para os seus espectáculos em autocaravana por esse país, a subscreverem uma lei habilitante e tão habilidosa. Valeu-nos aquela estranha maioria parlamentar de esquerda gótica, que ainda ninguém percebeu bem para o que é que serve.

Companheiro, melhor fora eu dedicar-me a tratar de roteiros de viagem haddock, para aquela revista de que há-de sair este ano o segundo número, como faz o nosso pró bono autocaravanista d´Além , que trocou a sua filiação na AECAMP pela militância no CAB e no MIDAP. Um mecenas aquele autocaravanista-lobbysta do ONGA. Eu calculo a alegria dos companheiros a quem é distribuído o trabalho orquestrado nessas grandes associações. Uma troca daquelas em tempo de tanta crise para os parques de campismo, é algo que não lembra a todos.

Quem sabe se os aprendizes de feiticeiros d´Além não acabam todos a governar a nossa vida pelos ditames maçons.!? Seja como for não é caso para grande alarido. Eu conheço pessoal que passou da cantoria no duche para o palco do Coliseu com apenas uma breve paragem num programa de gargarejo televisivo . Porque é que estes não podem passar de um anónimo silêncio sepulcral para o palco do jet set do autocaravanismo nacional com apenas breves paragens nos programas d´Além.? Quem sabe se os nouveles dirigentes de Além não acabam todos a fazer uma orquestra tipo Filarmónica de Berlim? Enquanto isso não acontece encolhem-se e tocam baixinho. E nada de descarregar a cassete durante os ensaios. Que eu me lembre, no tempo do Mozart havia instrumentos de sopro mas não se faziam descargas.

Saudações Trombónicas

Contra a Criação do Sinal

Contra a criação de um sinal de trânsito com o pictograma de uma autocaravana.



Divulga-se nesta nota o texto da mensagem que foi enviada para o e-mail do Sr. Provedor de Justiça. Todos aqueles que concordem com o seu conteúdo só têm 2 coisas a fazer:1ª-- copiam o texto seguinte e enviam-no para o email: provedor@provedor-jus.pt (não se esqueçam de primeiro se identificar no final do texto)2ª-- reenviam a mensagem aos vossos amigos autocaravanistas convidando-os a fazerem o mesmo.O autocaravanismo itinerante e livre agradece o esforço que isto possa representar para vocês.-


___________________________________________________________________________Exmº
Senhor Provedor de Justiça,

Dr. Alfredo José de Sousa


Através do Blog associado ao Alenquer Camping (http://camping-caravanismo-e-autocaravanismo.blogspot.com/2010/04/provedor-de-justica-analisa-sugestao-de.html ), tomei conhecimento de que o Dr. Luís Nandin de Carvalho, autor do referido Blog, apresentou a V.Exª (em 16 de Março de 2010) uma queixa por considerar haver uma “omissão de sinalização adequada às autocaravanas”, reclamando de V.Exª que se digne providenciar a criação de “novos sinais de trânsito com o pictograma de autocaravanas no RST – Regulamento de Sinalização e Trânsito”.Excelência. Estou absolutamente seguro de que o Senhor Provedor avaliará com a sabedoria a que nos habituou a pretensão do Dr. Nandin de Carvalho. Todavia, como cidadão e como autocaravanista que sou, sinto ter o dever de junto de V.Exª testemunhar que:


1. O signatário da queixa não dispõe de qualquer tipo de mandato que lhe confira algum tipo de representatividade para falar em nome dos autocaravanistas portugueses.


2. Embora também eu não disponha de qualquer mandato dos autocaravanistas, cimento o meu testemunho no acompanhamento do que se tem passado nos últimos anos no movimento associativo, no contacto pessoal regular que tenho com autocaravanistas, assim como na leitura dos fóruns, blogs e sites da internet que frequento. Em consequência estou em condições de lhe assegurar que a ideia de criar um sinal específico que individualize o espaço de estacionamento das autocaravanas, apesar de muito esgrimida na internet por Nandin de Carvalho, não corresponde de modo nenhum a uma aspiração dos autocaravanistas. Pelo contrário, foram muito mais as vozes que publicamente se manifestaram contra tal ideia. Que além do mais iria criar uma desconformidade com a sinalética internacional de trânsito.


3. Na mesma base lhe direi que a grande ambição dos autocaravanistas é poderem estacionar as autocaravanas no espaço público em condições de igualdade com os restantes veículos ligeiros, obviamente no escrupuloso respeito pelo Código da Estrada e demais legislação que regula o comportamento dos indivíduos no espaço público.


4. Salvo melhor opinião jurídica, entendo que para ver a ambição supra referida assegurada, não é necessário nenhum novo sinal, muito menos um sinal que possa vir a ser utilizado para discriminar negativamente o estacionamento das autocaravanas.


5. Mais informo V.Exª que o problema recorrente com que neste domínio os autocaravanistas se confrontam é com a proliferação de sinais de proibição de estacionamento às autocaravanas, normalmente “suportados” por Regulamentos Municipais elaborados a coberto da competência que o Governo delegou nas Autarquias para regulamentarem o “campismo ocasional”. Abusivamente, a nosso ver, as Autarquias definem autocaravanismo como uma modalidade de campismo, para, consequentemente, considerarem que a pernoita em autocaravana fora dos campings se trata de campismo selvagem, este sim punível, e bem, pela lei geral. Como é fácil de ver, o entendimento internacional de autocaravanismo nada tem a ver com o conceito de “campismo ocasional” que levou o legislador a sentir necessidade de o regulamentar e licenciar.


Certo do bom uso que fará deste meu testemunho, informo V.Exª que o considero de natureza pública, pelo que o divulgarei na comunidade autocaravanista.


Apresento-lhe os meus melhores cumprimentos,


Nome, profissão e Nº BIMorada

Livres, seja no "Espaço" seja na "Mente".

Caros companheiros


Só hoje me foi dado a possibilidade de "pesquisar" este fórum, dito do Clube Português de Autocaravanas, ao qual aderi há vários anos, quando ainda tinha uma ideia "risonha" sobre o autocaravanismo e a imaginação idílica de que o CPA era o meio colectivo capaz de fazer face às minhas (julgava nossas) expectativas de "turista(s) itenerante(s)" no que concerne à defesa dos meus/nossos verdadeiros interesses enquanto "consumidores" de um determinado produto.
Essa expectativa veio a corporizar-se, apenas, anos mais tarde, quando a direcção presidida, tal como agora, pelo Ruy Figueiredo, mas então cuadjuvado pelos companheiros Raul Lopes e Nuno Ribeiro.

Infelizmente foi "sol de pouca dura" e o pior cenário que tracei, já algum tempo, e já aqui referido pelo companheiro "Errante", vem a ocupar todo o cenário em que nos movimentamos.
Claro que há os "actores principais" e aqueles que, como eu, nos remetemos, voluntariamente, ao papel de "figurantes", apenas aparecendo quando muito ou mesmo tudo está em verdadeiro perigo.


E no caso em apreço, isso é uma realidade. Nâo se trata de "fantasia" ou de "quixotismo" aquilo que o nosso companheiro Raul Lopes, mais uma vez, de forma clarividente nos alerta.

Aparte a forma ou o estilo que imprime, sem "papas na língua", mas susceptível de melindrar alguns, o que verdadeiramente admiro, é a sua lucidez no enumerar de um conjunto de reparos certeiros para um grupo de verdadeiros alçapões que são colocados na Portaria (não me atrevo, por respeito, a trocar-lhe o "t" pelo "c") agora em apreço.

Não quero, sequer, adjectivar ou lançar suspeição sobre as motivações de terceiros neste ou noutros casos. O que sei é que esta Portaria não serve os autocaravanistas pelas razões apontadas, em mais este alerta do Raul Lopes. As suas consequências são, ainda, imprevisíveis mas, pela apetência de algumas "entidades", não será difícil adivinhar.

Infelizmente, o "marasmo" a que se entregou o CPA, com uma direcção de alguma forma "omitida/demitida" nas suas principais funções, permitindo uma proliferação anacrónica de grupos e grupinhos e, todos de nós que, indirectamente responsáveis, aceitámos o "nacional porreirismo" nas últimas assembleias, quando os desafios eram grandes e a estrada apresentava, não uma apertada curva, mas antes uma encruzilhada decisiva para todos os que amam o "turismo itenerante" em autocaravana.

A hora era, então, de rotura pelo futuro, e não de compromisso com um passado recente desgastante, em que uma parte importante do CPA preferiu continuar a trilhar o pantanal das águas turvas que, apodrecidas, tanto mal cheiram e de onde, jamais, conseguiu sair.

Sinceramente, já não acredito no CPA - no seu todo - na sua capacidade de regeneração. Muito teria que ser feito com coragem e determinação. Só que os enredos da maledicência, da desonestidade intelectual, da mesquinhêz e da falta de transparência, atolaram o nosso clube num "charco de contradições e omissões".


Com a ajuda dos "lobbies", "lobbinhos", "movimentos", "agrupamentos", "independentes e comprometidos", "casados e solteiros", "gordos e magros", etc. etc., cada um puxando para si o protagonismo e interesses particulares, não iremos longe. Que espaço sobra para o CPA? para o nosso Clube?

Como disse, a septicémia alastrou e já não acredito em antídotos. Mas o alerta do Raul Lopes vale muito para todos e cada um de nós que quisémos escolher um estilo de vida diferente e permanecer livres seja no "espaço" seja na "mente".

Qualquer autocaravanista livre e que pense por si próprio pode, perfeitamente, compreender o que, de facto, está em jogo.

Por mim, continuarei a privilegiar, nas férias, esse grande país que é a França, modelo de diversidade e sustentabilidade para o autocaravanismo. Quem perde é o meu país.

Mas aqui, como em tantas outras questões, sabemos o povo que somos. Já os romanos diziam " Na Lusitânia existe um povo que não se governa, nem se deixa governar" - que me perdoem os meus antepassados que lograram algo de construtivo. Pena não terem sido mais.


Cordialmente,
L.Correia



(Respigado do Fórum CPA - pode ver o original aqui:http://cpa-autocaravanas.com/forum/index.php/topic,1321.msg9621.html#msg9621 )

A Obrigação de Resposta



Companheiro,
Nesta obrigação de resposta, aceite os meus protestos de amizade e a declaração sincera de que não pretendo alimentar nenhuma polémica.

1.
Fiz a publicação da minha proposta porque, como já antes tinha feito saber à coordenação do CAB, entendo que, na informação aos aderentes, das respectivas ordens de encontros/reuniões de trabalho, em rubrica devem constar a admissão e discussão das moções/ propostas, seus autores e respectiva cópia de conteúdos.

Recordo ainda que na reunião de aderentes em Minas do Lousal, ficou decidido a criação de um fórum para aderentes que possibilitásse, enfim coisas como uma comunicação prévia entre aderentes a quaisquer deliberações.Não existe.

Não estou a reclamar nada, não tenho sequer o direito de pedir. Só justifico as razões da publicação com que se diz surpreendido.

E continuo a justificar, não só como forma de se motivar os membros aderentes ao CAB a estarem presentes, mas sobretudo para os que estiverem presentes contribuírem com a “sua” reflexão atempada e ponderada, sobre os assuntos, de que se lhes vai pedir opinião e assim se induzirem intervenções esclarecidas.

Acrescento mesmo que, em minha opinião, propostas programáticas vinculativas para o CAB, quando só forem apresentadas em plena reunião (e já aconteceu) devem ter a sua admissão recusada, no minimo condicionada, como forma de precaver o endosso de "cheques em branco" a ideias que possam surgir pouco claras, pouco amadurecidas, sem tempo para reflexão por todos os membros.

Atente-se ainda ao facto do CAB ser uma Associação Sem Personalidade Jurídica e às especificidades que daí decorrem, e a esse propósito, aproveito para declarar publicamente que só serei solidariamente responsável e responsabilizável por propostas e deliberações de aderentes do CAB que cumpram o pressuposto de um conhecimento prévio atempado mínimo de 48 horas sobre a data da reunião deliberativa e que sobre elas manifeste acordo expresso presencial ou por missiva.

Companheiro, durante anos vai-nos chegando a boa notícia de agradáveis encontros entre autocaravanistas, mas substâncialmente nada mais chega desses encontros, que seja notícia que interesse ao mundo autocaravanista. Creio que esse fraco resultado tem muito mais a haver com o modo de preparação dessas reuniões do que com a qualidade de ocasionais propostas ou dos participantes nesses encontros.


2.
Diz o Companheiro que:
"..discorda frontalmente que, numa reunião oficial do CAB, se aprovem estratégias de interferência concreta noutra organização, nomeadamente para conquistar os respectivos órgãos directivos."

Ora o que eu proponho é :
"...encetar um diálogo com os demais dirigentes de clubes e associações regionais e/ou nacionais de autocaravanismo, já existentes..."

Portanto, não se trata de nenhuma conquista..., senão fôr participada por todos e para todos. Foi público que a actual direcção que está a concluir o mandato foi reconduzida em anuência a solicitações de quase rogo e favor. É público o anúncio de que a actual direcção pretende ela própria ver-se substituída. Permita-me que como autocaravanista e sócio do CPA gostásse de saber a futura direcção, desta maior associação autocaravanista, eleita em resultado de um amplo movimento das bases. E não vejo outra forma de isso se conseguir que não seja a começar por mobilizar vontades de actuais dirigentes das diversas associações em que inevitálvelmente se vai pulverizando o CPA, se nada se fizer que reestruture e reorganize o movimento autocaravanista português.

Tenho para mim, como adquirido (talvez erradamente) que a maioria dos membros destas pequenas associações que têm surgido são simultâneamente sócios do CPA, talvez esteja enganado a esse respeito, como verifico agora ser o caso do companheiro do "Papa-Léguas", que julguei erróneamente sócio do CPA.
Faço mea culpa nesse erro!

Como bem sabe, não pretendo liderar nada, muito menos ver ou fazer uma guerra a cada esquina, mas já me parece,a mim, inverosímil pretender que se reunam como iguais, direcções de associações com cerca de 2000 sócios, com direcções de associações de cem ou dez sócios, associações com estatutos publicados e associações sem estatutos...

3.
Finalmente uma palavra para dizer como lamento não estar presente no próximo encontro do CAB, em razão da minha permanente indisponibilidade para participar em programas recreativos focados nos meio-dias matinais. Uma indisponibilidade de sempre! Já conhecida de alguns companheiros.
Reitero o meu sentimento de amizade, com um abraço para um outro encontro e faço votos sinceros de que seja um belissimo momento de convívio para todos e que a generosidade do trabalho feito seja profícuo para o autocaravanismo.

Bem- Haja.

PROPOSTA AO - IV - ENCONTRO CAB


IV
ENCONTRO CAB
CIRCULO DE AUTOCARAVANISTAS DA BLOGO-ESFERA

1º ANIVERSÁRIO
27 de Novembro a 29 de Novembro de 2009

Toda a informação aqui: http://www.cab-circulo.blogspot.com/




TRAVEL VAN

http://espacoerrante.blogspot.com/



PROPOSTA

AOS PARTICIPANTES DO IV ENCONTRO DO CAB

Considerando que pela sua já longa história, pelo seu maior número de associados, o CPA será sempre pedra angular em qualquer diálogo com estruturas de decisão política municipal ou nacional.

Considerando que só com uma estrutura associativa forte, é possível assegurar a continuidade no tempo de uma acção coerente, esclarecida e democrática, em ordem ao desenvolvimento da modalidade, com mais esclarecimento e discussão interna.

Considerando que no início do próximo ano vão ocorrer eleições para os corpos dirigentes do CPA.

Propõe-se a esta assembleia que delibere sobre:


1. A oportunidade e pertinência da Comissão de Coordenação do CAB encetar um diálogo com os demais dirigentes de clubes e associações regionais e/ou nacionais de autocaravanismo, já existentes, com vista a eleger um grupo de trabalho que prepare um programa de acção para o próximo biénio e forme uma lista de proponentes à próxima direcção do CPA, que garantam procedimentos democráticos na construção de decisões verdadeiramente representativas da vontade da maioria e abracem o desafio de conquistar o direito de audição e respeito junto dos sócios e da sociedade portuguesa.


2. Que se convide e eleja para esse grupo de trabalho, como mandatário em representação do CAB o Companheiro Rui Narciso do blogue Papa-léguas.


Nazaré, 06 de Novembro de 2009-11-06


O Proponente

Cardoso da Silva, (Errante)




Que futuro para o CPA ?

O direito de livre associação em portugal, permite a quaisquer constituírem-se como parte interessada e intervirem, proporem, etc, …para o bem ou para o mal.

O Campingcar Portugal, é um (bom) exemplo : dois amigos fazem uma associação!

E nós, que lhes reconhecemos a generosidade dos propósitos, usamos e abusamos de um espaço que é deles.

Mas será sempre assim?

O CAB, o MIDAP, o CAS, o CAN,… e outros que legitimamente apareçam, embora com ténues representações do universo autocaravanista, poderão ainda reclamar-se de um protagonismo e acção, defendendo interesses, não necessariamente coincidentes com os da maioria autocaravanista.

Todas as associações que vão legitimamente aparecendo e intervindo, terão a mesma clarividência de propósitos?

– Não há nenhuma garantia disso! Direi mesmo, que esse perigo é tão eminente e ameaçador, que urge preparar uma resposta.

Como é que, no futuro se poderão contrariar investidas de propostas, não coincidentes com o interesse da maioria?

O associativismo autocaravanista em Portugal, é tão frágil, que tem estado à mercê de qualquer investida, … de quem se reclame com uma qualquer representatividade, (tenha a dimensão que tiver) como recentemente ficou demonstrado.

É verdade que todos os contributos, individuais ou colectivos, são bem vindos, provada que esteja a generosidade das suas propostas. Para o que não basta a troca de galhardetes ou chaves entre associações!

O obscurantismo do processo, que deixou à margem da discussão a comunidade autocaravanista para a proposta da nova lei, recentemente sujeita a votação no parlamento nacional, só tem um responsável: o CPA!

E porquê?!

- Porque o CPA não foi capaz de garantir (sequer dar contributo) previa e atempadamente, à democraticidade de uma discussão e de um sufrágio interno.

Uma estrutura associativa digna dos seus associados, se não é capaz de assegurar a participação dos seus sócios, na legitimação de um processo legislativo, em que se envolvera, que a todos dizia respeito e tão crucial era para o futuro da modalidade, … abortava-o!

O presidente do CPA, lamenta agora em editorial, o facto de os autocaravanistas não terem sido consultados!

Pergunta-se então: sendo assim porque não abortou o processo em tempo oportuno?

Não se pretende com a pergunta menosprezar o trabalho de Ruy Figueiredo, e restantes companheiros da direcção do CPA, de quem, todos estamos certos e gratos da generosidade com que têm feito o melhor que podem.

Vale, como demonstração, de que o CPA não tem estado à altura das suas responsabilidades e de que as associações não podem estar ao sabor do golpe de asa de seja quem fôr!

Uma associação vale pela forma como a sua estrutura e processo de decisão estão construídos, em ordem a espelhar a vontade da maioria, aí democraticamente aceite como interesse público!

Por muito que isso custe aos sábios franco atiradores ou à burocracia.

Serve isto para dizer, que quem quiser fazer alguma coisa pelo autocaravanismo em Portugal, deve antes de mais pegar na direcção do CPA e reestruturar o Clube!

Pela sua já longa história, pelo seu maior número de associados, o CPA será sempre pedra angular em qualquer diálogo com estruturas de decisão política municipal ou nacional.

Só através de uma associação forte, com mais história e representatividade que as restantes, melhores princípios estatutários e uma direcção centrada no essencial: a legislação existente, a legislação necessária e sua real concretização no terreno, em ordem ao desenvolvimento da modalidade, com mais esclarecimento e discussão interna. Só assim é possível progredir e fazer abortar todas as “ameaças” que possam surgir, de projectos que embora legítimos sejam menos representativos do interesse colectivo.

Como consegui-lo?!

Criando secções regionais, de que há alguns conhecidos embriões, como sejam os Amigos do Centro, o CAN, o CAS, talvez o CASUL, etc…agrupando-se as suas direcções numa direcção nacional, a que deviam ser proponentes de imediato nas próximas eleições do CPA. Conjuntamente candidatarem-se, com uma lista representativa de todos estes pequenos clubes existentes e a criar. E dessa intenção, lista e programa darem prévio anúncio e conhecimento nos respectivos fóruns da modalidade. Creio a maioria dos sócios teriam nessa próxima assembleia, uma oportunidade de se reconciliarem com o clube, sufragando a legitimidade desse programa e dessa nova direcção!

Às secções regionais, com receitas próprias, caberá o desafio de permanentemente alargar o universo de associados desenvolvendo-se aí todas as actividades de aproximação com a modalidade e de convívio tradicionais.

À direcção nacional, onde estejam representadas todas as secções, cabe re-elaborar estatutos que garantam procedimentos democráticos na construção de decisões verdadeiramente representativas da vontade da maioria e o desafio de conquistar o direito de audição e respeito junto dos sócios e da sociedade portuguesa.

Só com uma estrutura associativa forte, é possível assegurar a continuidade no tempo de uma acção coerente, esclarecida e democrática, sem dependência de estados de alma, de maior ou menor golpe de asa de quem vai surgindo ao sabor dos tempos e das conveniências.

Antes de outras iniciativas ou ensaios legislativos, venham os falcões e os golpes de asa de onde vierem, é antes de mais preciso, primeiro preparar as estruturas de decisão de forma a assegurar o interesse geral.

Este é o desafio principal, absolutamente prioritário e urgente para o CPA e consequentemente para o autocaravanismo em Portugal.

Quanto aos mais problemas pontuais, os diagnósticos estão feitos e os antídotos são conhecidos , não há é quem opere…

Creio, que os actuais dirigentes destes clubes regionais de autocaravanismo, já existentes, não se podem furtar a mais esse desafio!

Pelos seus próprios clubes, pela modalidade que os apaixona e já representam e por Portugal.

Um Ano De Midap


Recentemente, através do blogue Autocaravanismo-Newsletter e depois através do blogue do próprio Midap, os autocaravanistas portugueses, lembraram o primeiro aniversário deste movimento independente para o desenvolvimento e apoio ao autocaravanismo.

Os autocaravanistas assistiram à sua formação, com adesões espontâneas e generosas, de vontades arraigadas na necessidade sentida por cada um, de fazer mais e melhor pelo futuro da modalidade no nosso país.
Foi então anunciada, a formação de uma Comissão Instaladora!
Passou um ano!
Tomámos conhecimento de diversas iniciativas desta comissão instaladora. Entre outras a mais mediática, foi o ensaio para um primeiro seminário, reunião que decorreu em Cascais e serviu a apresentação pública de um projecto-lei para o autocaravanismo.
Projecto-Lei que se pretendeu do autocaravanismo, mas que no período de discussão pública regimental (do parlamento nacional), se percebeu no seio da comunidade autocaravanista, ser afinal um projecto de autor e não um projecto da comunidade autocaravanista (como comprova o editorial do último boletim do CPA). Tão pouco foi um projecto da comunidade autocaravanista Midap, como a pág.(s) tantas ficou patenteado no fórum CPA!
Passado um ano, uma pergunta naturalmente se impõe à comissão instaladora do Midap :
- Para quando está prevista a feitura e publicação de estatutos, o anúncio da eleição de uma direcção, programa, forma de financiamento e, ...com que peso associativo dentro do panorama nacional, (?) onde se inventariam cerca de 6000 autocaravanistas?
Não é esta a função primordial de uma comissão instaladora?
Por vezes já tenho dito e escrito, que o CPA- Clube Português de Autocaravanas,carrega nome a mais. Na medida em que desenvolve um plano de actividades em que poucos se revêm, face à responsabilidade da representatividade induzida pelo seu enorme número de associados. Mas nunca questionei a legitimidade das acções promovidas pela direcção do CPA, nem ninguém pode questionar!
Para o MIDAP,.... fazemos votos, de que a responsabilidade social das actividades que a sua comissão instaladora desenvolveu ou apoiou e naturalmente projecta, tenham num futuro tão próximo quanto desejável, efectiva definição no plano da responsabilidade jurídica.
Só assim poderemos continuar solidários e,....com amizade, dormir sossegados.

Dizer Não

Diz NÃO à liberdade que te oferecem, se ela é só a liberdade dos que ta querem oferecer. Porque a liberdade que é tua não passa pelo decreto arbitrário dos outros.




Diz NÃO à ordem das ruas, se ela é só a ordem do terror. Porque ela tem de nascer de ti, da paz da tua consciência, e não há ordem mais perfeita do que a ordem dos cemitérios.




Diz NÃO à cultura com que queiram promover-te, se a cultura for apenas um prolongamento da polícia. Porque a cultura não tem que ver com a ordem policial mas com a inteira liberdade de ti, não é um modo de se descer mas de se subir, não é um luxo de «elitismo», mas um modo de seres humano em toda a tua plenitude.




Diz NÃO até ao pão com que pretendem alimentar-te, se tiveres de pagá-lo com a renúncia de ti mesmo. Porque não há uma só forma de to negarem negando-to, mas infligindo-te como preço a tua humilhação.




Diz NÃO à justiça com que queiram redimir-te, se ela é apenas um modo de se redimir o redentor. Porque ela não passa nunca por um código, antes de passar pela certeza do que tu sabes ser justo.




Diz NÃO à verdade que te pregam, se ela é a mentira com que te ilude o pregador. Porque a verdade tem a face do Sol e não há noite nenhuma que prevaleça enfim contra ela.




Diz NÃO à unidade que te impõem, se ela é apenas essa imposição. Porque a unidade é apenas a necessidade irreprimível de nos reconhecermos irmãos.




Diz NÃO a todo o partido que te queiram pregar, se ele é apenas a promoção de uma ordem de rebanho. Porque sermos todos irmãos não é ordenanmo-nos em gado sob o comando de um pastor.




Diz NÃO ao ódio e à violência com que te queiram legitimar uma luta fratricida. Porque a justiça há-de nascer de uma consciência iluminada para a verdade e o amor, e o que se semeia no ódio é ódio até ao fim e só dá frutos de sangue.




Diz NÃO mesmo à igualdade, se ela é apenas um modo de te nivelarem pelo mais baixo e não pelo mais alto que existe também em ti. Porque ser igual na miséria e em toda a espécie de degradação não é ser promovido a homem mas despromovido a animal.




E é do NÃO ao que te limita e degrada que tu hás-de construir o SIM da tua dignidade.




Vergílio Ferreira, in 'Conta-Corrente 1'

Mais Fé na Democracia Portuguesa


25.06.2009 - 07h27 Sofia Rodrigues

Projecto de lei do PSD

PS vai chumbar novas regras para autocaravanas

25.06.2009 - 07h27 Sofia Rodrigues

"Não podem estacionar em todo o lado que lhes apetece, mas só se pode proibir quando há alternativas", justificou o deputado Mendes Bota, autor do projecto de lei. É proposta ainda a criação de infra-estruturas de apoio nas estações de serviço de maior dimensão, onde os turistas possam, por exemplo, descarregar a caixa de esgotos do veículo.

Apesar de considerar o princípio de regulação louvável, o PS não vai deixar passar o projecto, argumentando que não há necessidade de legislar sobre a matéria. "Pode haver problemas de fiscalização, mas não sentimos necessidade de criar legislação específica até porque os veículos não estão discriminados no Código da Estrada", afirmou ao PÚBLICO a deputada do PS".
Isabel Jorge.
In Jornal Público, hoje
Com esta notícia melhorámos a nossa fé na democracia portuguesa, e daqui endereçamos um voto de felicitações e congratulação ao grupo parlamentar do PS, por esta tomada de posição,... em boa hora!

Estrada Para a Cidadania!?

Vejamos:



1.Que dizer de um lugar de estacionamento exclusivo para ac´s que pode ser ocupado durante 72 horas consecutivas, senão que é um parqueamento ? (mesmo para um simples automóvel)
Que só funcionará com a devida rotatividade se fôr severamente taxado por hora!

2.Obviamente implanta uma situação de policiamento generalizado, toda a regra em que a norma é a proibição (no caso de estacionamento) !
E de nada vale acrescentar que se no caso de estar o EEA cheio, se pode estacionar no domínio publico…porque entre o momento que abandona a sua AC, e o momento em que volta, poderá haver muitos momentos com lugares livres e muitos policias a passar por lá.

3. O mais grave: reduz direitos de cidadania porque quando homens livres abdicam dos seus direitos, como única forma de pôr cobro a abusos de outros, é toda sociedade que regride!
... qualquer coisa como o governo vir declarar o Estado de Sítio definitivo, porque não encontra outra forma de acabar com uma onda de assaltos que avassala o país! Não é possível concordar com isto!
Concluindo,
Razões de sobra para preocupar quem pensa respeitar a Lei, outros porventura pensarão que a Lei não se aplica a eles,…

Um Viajante Lusitano

A nova tendência da blogosfera de complementaridade e interpenetração entre blogues afiliados num mesmo grupo de interesses é uma realidade, que se manifesta também no autocaravanismo, a que vão chegando novos companheiros.


É o caso do http://viajantelusitano.wordpress.com/ que nos dá uma sugestiva imagem da situação actual do autocaravanismo português.

Ao Viajante Lusitano desejamos uma longa vida bloguista.

Eu Explico





Razão e Vantagens da proposta de alteração Errante, sintéticamente :

1. ZONA / LOCAIS

ZONA - está tipificada na Lei, actual código da estrada, diz respeito a uma área perfeitamente delimitada onde são reconhecidos problemas de ordenamento e engenharia de tráfego.

A sua constituição pressupõe delimitação territorial mapeada e a gestão do tráfego aí chegado. Pressupõe a aprovação da Assembleia Municipal respectiva.

LOCAL OU LOCAIS- como o Projceto-Lei refere, não se sabe o que é ! É muito vago, tanto pode ser uma zona, como uma vila inteira ou mesmo uma cidade. Não tem definição em qualquer legislação, que possa tornar o conceito inequívoco de forma referenciada.


2. ESTACIONAMENTO / ZONAS

Ao admitir-se, nas alterações que propômos, na ausência de EEA o estacionamento em ZONA , sem restrições, desde que cumprindo o código da estrada. Admite-se implicitamente a manutenção do direito de estacionamento na via pública , também fora de ZONA. Portanto esta proposta é inclusiva , no que ao direito de estacionamento consagrado se refere. Porque o estacionamento agora referido respeita sómente a ZONAS, que têm tipificação na Lei.

Ao invés quando a Projeto-de-Lei refere genéricamente o Estacionamento, tout court , e pretende regular esse direito, afirma um direito por exclusão de partes, exclui nomeadamente o direito consagrado actualmente pelo Código de Estrada, por omissão.
3. AAA/ ESTACIONAMENTO

No Projecto-Lei não se entende como se pretende regulamentar o prazo, o tempo limite máximo de Estacionamento a 72 Horas, promovendo-se, (confundindo-se estacionamento com parqueamento) ou cobrindo-se descaradamente o que configurará não um estacionamento mas uma estadia prolongada, no fundo um parqueamento.

Há aqui muita confusão, na minha opinião!!!
Na alteração que propômos as 72 horas, são uma regulamentação das AAA, onde se prevê a possibilidade de coexistirem Estações de Serviço, e é aí que os autocaravanistas podem encontrar o conceito internacional de AS´s, e não no simples estacionamento.


Senão pergunta-se , para que servirão as AAA´s?


É claro que se forem privadas e acolherem de forma permanente nem carecem de regulamentação quanto ao tempo máximo de estadia,...!? E, atenção se o forem, e tiverem ESA, configuram o que no âmbito da legislação de campings, constitui uma das novas AS´s sobre camping, ...mais uma confusão!!!


Pelo que as AAA´s sem estação de serviço, só mesmo privadas fazem sentido.

4. ESTACIONAMENTO / ZONA

A nossa proposta de alteração, não diminui em nada o direito de estacionamento na via pública, que não carece de mais regulamentação.


O que carece de regulamentação são as ZONAS ou Áreas Criticas identificadas pelos municípios, e aí o direito de estacionamento jamais pode ser confundido com parqueamento disfarçado.

Finalmente é nossa opinião de que estas alterações, com o conceito de ZONA, são instrumento bastante para que os municipios possam gerir as áreas de conflito,...

e os POOC estão desde logo regulamentados,...

à luz do novo direito que nos anuncia Decarvalho,... porque aí a ZONA e respectivo conceito está préviamente definido ( tem uma leitura e percepção imediata). O que não impede que o municipio promova diferentes EEA´s, dentro da mesma ZONA,... se tiverem bom senso é o que farão.

É para nós, tudo mais claro, assim!

Como CABista, não subscrevo as alterações anunciadas pela Comissão Coordenadora.


É possível, resolver a anarquia, sem cair em fundamentalismos de sinal oposto!!


Saudações Autocaravanistas
(sintéticamente,.. senão qualquer dia viro profissional de AC, ou reformo-me...compulsivamente)

Respondendo à Chamada do CAB

CABe-me então dizer:

……..Etc,etc, e :

- A vermelho para entrar.
- A amarelo para sair.

……..Etc,etc, e :


f)-"AAA -Área de Acolhimento de Autocaravanas”; o espaço sinalizado, integrando ou não estação de serviço, onde os autocaravanistas podem estacionar e pernoitar.


g)-"EEA -Estacionamento Exclusivo de Autocaravanas": o espaço dimensionado para imobilização reservada e exclusiva de autocaravanas na via pública, ou em parques de estacionamento públicos ou privados, respeitando as normas do Código da Estrada e demais legislação aplicável.
por períodos não superiores a 48 horas.

h) - ZONA – Espaço do domínio público municipal para o qual seja criado um regime de estacionamento automóvel controlado.


……..Etc,etc.

Artigo 4.º
(Áreas de Acolhimento de Autocaravanas)


1. São Áreas de Acolhimento de Autocaravanas os empreendimentos, públicos ou privados, instalados em locais devidamente demarcados e dotados de estruturas destinadas a permitir, em exclusivo, o estacionamento e pernoita de autocaravanas.

2. O estacionamento e pernoita nas Áreas de Acolhimento de Autocaravanas tem a duração máxima de 72 Horas.
que vier a ser definida pela entidade proprietária.

3. As Áreas de Acolhimento de Autocaravanas poderão estar dotadas de uma estação de serviço para autocaravanas.





Artigo 5.º

( Estacionamento em Zona )

1. Em Zona, as autocaravanas podem ficar estacionadas nos locais de Estacionamento Exclusivo de Autocaravanas, até ao limite de 24 horas.

2. Em Zona onde não existam locais de Estacionamento Exclusivo de Autocaravanas, estas podem ser estacionadas no espaço público não reservado a certas categorias de veículos motorizados, nos termos previstos no Código da Estrada. desde que por um período não superior a 48 horas.

3. Nos parques de estacionamento previstos em Zona de Planos de Ordenamento da Orla Costeira, deverá ser reservada uma área não superior a 10% da área total, exclusivamente destinada ao estacionamento e pernoita de autocaravanas, por um período não superior a 24 horas.


……..Etc,etc.

P.S: Se por acaso houver autocaravanista que também ache estas auto-correções, correctas... então p.f...em razão da redundância

... faça copy/ paste e envie aos deputados da nação, com cc a errante@mail.telepac.pt .......também com os meus melhores cumprimentos.


……..Etc,etc....só por mim não vale a pena!