Livres, seja no "Espaço" seja na "Mente".

Caros companheiros


Só hoje me foi dado a possibilidade de "pesquisar" este fórum, dito do Clube Português de Autocaravanas, ao qual aderi há vários anos, quando ainda tinha uma ideia "risonha" sobre o autocaravanismo e a imaginação idílica de que o CPA era o meio colectivo capaz de fazer face às minhas (julgava nossas) expectativas de "turista(s) itenerante(s)" no que concerne à defesa dos meus/nossos verdadeiros interesses enquanto "consumidores" de um determinado produto.
Essa expectativa veio a corporizar-se, apenas, anos mais tarde, quando a direcção presidida, tal como agora, pelo Ruy Figueiredo, mas então cuadjuvado pelos companheiros Raul Lopes e Nuno Ribeiro.

Infelizmente foi "sol de pouca dura" e o pior cenário que tracei, já algum tempo, e já aqui referido pelo companheiro "Errante", vem a ocupar todo o cenário em que nos movimentamos.
Claro que há os "actores principais" e aqueles que, como eu, nos remetemos, voluntariamente, ao papel de "figurantes", apenas aparecendo quando muito ou mesmo tudo está em verdadeiro perigo.

E no caso em apreço, isso é uma realidade. Nâo se trata de "fantasia" ou de "quixotismo" aquilo que o nosso companheiro Raul Lopes, mais uma vez, de forma clarividente nos alerta.

Aparte a forma ou o estilo que imprime, sem "papas na língua", mas susceptível de melindrar alguns, o que verdadeiramente admiro, é a sua lucidez no enumerar de um conjunto de reparos certeiros para um grupo de verdadeiros alçapões que são colocados na Portaria (não me atrevo, por respeito, a trocar-lhe o "t" pelo "c") agora em apreço.

Não quero, sequer, adjectivar ou lançar suspeição sobre as motivações de terceiros neste ou noutros casos. O que sei é que esta Portaria não serve os autocaravanistas pelas razões apontadas, em mais este alerta do Raul Lopes. As suas consequências são, ainda, imprevisíveis mas, pela apetência de algumas "entidades", não será difícil adivinhar.

Infelizmente, o "marasmo" a que se entregou o CPA, com uma direcção de alguma forma "omitida/demitida" nas suas principais funções, permitindo uma proliferação anacrónica de grupos e grupinhos e, todos de nós que, indirectamente responsáveis, aceitámos o "nacional porreirismo" nas últimas assembleias, quando os desafios eram grandes e a estrada apresentava, não uma apertada curva, mas antes uma encruzilhada decisiva para todos os que amam o "turismo itenerante" em autocaravana.

A hora era, então, de rotura pelo futuro, e não de compromisso com um passado recente desgastante, em que uma parte importante do CPA preferiu continuar a trilhar o pantanal das águas turvas que, apodrecidas, tanto mal cheiram e de onde, jamais, conseguiu sair.

Sinceramente, já não acredito no CPA - no seu todo - na sua capacidade de regeneração. Muito teria que ser feito com coragem e determinação. Só que os enredos da maledicência, da desonestidade intelectual, da mesquinhêz e da falta de transparência, atolaram o nosso clube num "charco de contradições e omissões".

Com a ajuda dos "lobbies", "lobbinhos", "movimentos", "agrupamentos", "independentes e comprometidos", "casados e solteiros", "gordos e magros", etc. etc., cada um puxando para si o protagonismo e interesses particulares, não iremos longe. Que espaço sobra para o CPA? para o nosso Clube?

Como disse, a septicémia alastrou e já não acredito em antídotos. Mas o alerta do Raul Lopes vale muito para todos e cada um de nós que quisémos escolher um estilo de vida diferente e permanecer livres seja no "espaço" seja na "mente".

Qualquer autocaravanista livre e que pense por si próprio pode, perfeitamente, compreender o que, de facto, está em jogo.

Por mim, continuarei a privilegiar, nas férias, esse grande país que é a França, modelo de diversidade e sustentabilidade para o autocaravanismo. Quem perde é o meu país.

Mas aqui, como em tantas outras questões, sabemos o povo que somos. Já os romanos diziam " Na Lusitânia existe um povo que não se governa, nem se deixa governar" - que me perdoem os meus antepassados que lograram algo de construtivo. Pena não terem sido mais.


Cordialmente,
Laucorreia

Vila Franca de Xira


(Respigado do Fórum CPA - pode ver o original aqui:http://cpa-autocaravanas.com/forum/index.php/topic,1321.msg9621.html#msg9621 )

Mónaco, Último Dia do Ano

31.12.08 _ Dia_7


Saída de Cannes ao fim da tarde com destino a Nice. O percurso pela marginal a esta hora faz perceber a origem do nome Côte de Azur, surpreende a refracção da luz solar que põe a descoberto o fundo do mar frente às praias, em tons de azul turquesa e azul celeste.
Enquanto a luz natural se apaga as luzes eléctricas acendem-se numa miríade de côres alusiva à época festiva.
Passagem ainda de reconhecimento por Antibes, onde a matrícula portuguesa atrái mais e diversos solicítos concidadãos ali a viver e a trabalhar, que reclamam um aperto de mão em português. A adversidade aproxima os homens, mesmo que estranhos na sua própria terra...

Nice, era o destino! Mas uma longa marginal conduz-nos ao extremo oposto da cidade e a um excepcional miradouro onde se justificava uma pequena estada e Pé-de-Vento, soprou uns deliciosos tornedós com vistosas peças de lombo de Cannes....

Um jantar que permitiu uma reflexão atempada para alterar o destino de pernoita de Nice para o Mónaco. Afinal é esta a vantajem de autocaravanear, ...correcção de rotas e ajuste das estadias ao sabor da vontade, ...e o calendário diz-nos que amanhã é o último dia do ano, que pretendiamos passar inteiramente no Mónaco.

Depois de um reconhecimento dos principais pontos da cidade e uma passagem pelo famigerado parque subterrâneo para autocaravanas, decidimos ir à procura de melhor sorte, que encontrámos em Menton, ...eram duas da manhã, uma AS certinha direitinha com alguns companheiros italianos que já dormiam.


Depois foi o prazer de fazer as curvas e o túnel do Mónaco de moto, saboroso... e o estacionar na marina para uma visita a pé.









Uma simpática recepção de boas vindas ao turista e uma visita à feirinha de Natal, aos produtos, gentes e presépios típicos e...



É hora de escolher um restaurante para a última ceia do ano, .... aqui o interior parece conforme o ambiente festa q.b.


O interior confirma o bom gosto... a decoaração, com autênticas cubas de destilação e armazenamento de cerveja à vista, no lado de lá do vidro de fundo... promete!


Feita a reserva, podemos agora ir ver mais cidade e mais iluminação que a noite já caí...




O palácio das meninas Grimaldi, alterna entre o branco, o azul e o vermelho...




Junto ao Casino o ambiente parece tirado de um conto de fadas, os turistas muitos, querem todos fixar uma recordação digital, nada fácil tantos são os pirilampos.


Tempo ainda para uma homilia fim de ano e troca de cumprimentos e felicitações com os irmãos monegascos.



São 20h e 30´,tempo para um aperitivo e regresso à Marina para a esperada festa de fim de ano.


E o jantar acontece com uma sucessão de extraordinárias surpresas culinárias, cuisine francese absolutamente fantástica e de requintados sabores.

Seis pequenos pratos ao todo! Aqui fica uma pequena amostra para recordação.




Um champagne Moet-Chandon, pois claro, e a Festa, serena e requintada apesar da média de idades não ultrapassar os 40 anos..., e nós (ou a idade) a merecermos uma particular e delicada atenção daquela malta, que fez a noite memorável e deixou-nos com a vontade de um dia voltar.

É meia-noite e os barcos na Marina, todos em festa fazem roncar a chegada do ano novo.


Estamos em 2009 .

E já no cais da esperança renovada , brinda-se ao Novo Ano.

De Luto Por Portugal


Uma causa que gostaria de abanar Portugal, principalmente os seus políticos. Uma causa que pretende demonstrar que há muita gente cansada deste estado corrupto e corrompido. Em paz, vamos mexer com Portugal. Eu acabo de colocar um pano negro em cada uma das minhas janelas e na varanda, façam o mesmo. Nada contra ninguém, nem nenhum partido. Vamos demonstrar inequivocamente que estamos contra a corrupção em Portugal.


Positions


Vamos colocar um algo negro nas nossas janelas e varandas, Vamos demonstrar que não somos e nem aceitamos os corruptos.


Por favor, divulguem esta causa e cooperem, não é contra ninguém, nem contra nenhum partido. Somente contra este estado de desconfiança.


Vamos criar um movimento ensurdecedor de tão silencioso. Uma imagem vale muito mais que palavras e mostrarmos um país de luto, talvez eles acordem.
Junte-se a outros milhares de portugueses aqui :http://apps.facebook.com/causes/387893?m=96eba385

A Obrigação de Resposta



Companheiro,
Nesta obrigação de resposta, aceite os meus protestos de amizade e a declaração sincera de que não pretendo alimentar nenhuma polémica.

1.
Fiz a publicação da minha proposta porque, como já antes tinha feito saber à coordenação do CAB, entendo que, na informação aos aderentes, das respectivas ordens de encontros/reuniões de trabalho, em rubrica devem constar a admissão e discussão das moções/ propostas, seus autores e respectiva cópia de conteúdos.

Recordo ainda que na reunião de aderentes em Minas do Lousal, ficou decidido a criação de um fórum para aderentes que possibilitásse, enfim coisas como uma comunicação prévia entre aderentes a quaisquer deliberações.Não existe.

Não estou a reclamar nada, não tenho sequer o direito de pedir. Só justifico as razões da publicação com que se diz surpreendido.

E continuo a justificar, não só como forma de se motivar os membros aderentes ao CAB a estarem presentes, mas sobretudo para os que estiverem presentes contribuírem com a “sua” reflexão atempada e ponderada, sobre os assuntos, de que se lhes vai pedir opinião e assim se induzirem intervenções esclarecidas.

Acrescento mesmo que, em minha opinião, propostas programáticas vinculativas para o CAB, quando só forem apresentadas em plena reunião (e já aconteceu) devem ter a sua admissão recusada, no minimo condicionada, como forma de precaver o endosso de "cheques em branco" a ideias que possam surgir pouco claras, pouco amadurecidas, sem tempo para reflexão por todos os membros.

Atente-se ainda ao facto do CAB ser uma Associação Sem Personalidade Jurídica e às especificidades que daí decorrem, e a esse propósito, aproveito para declarar publicamente que só serei solidariamente responsável e responsabilizável por propostas e deliberações de aderentes do CAB que cumpram o pressuposto de um conhecimento prévio atempado mínimo de 48 horas sobre a data da reunião deliberativa e que sobre elas manifeste acordo expresso presencial ou por missiva.

Companheiro, durante anos vai-nos chegando a boa notícia de agradáveis encontros entre autocaravanistas, mas substâncialmente nada mais chega desses encontros, que seja notícia que interesse ao mundo autocaravanista. Creio que esse fraco resultado tem muito mais a haver com o modo de preparação dessas reuniões do que com a qualidade de ocasionais propostas ou dos participantes nesses encontros.


2.
Diz o Companheiro que:
"..discorda frontalmente que, numa reunião oficial do CAB, se aprovem estratégias de interferência concreta noutra organização, nomeadamente para conquistar os respectivos órgãos directivos."

Ora o que eu proponho é :
"...encetar um diálogo com os demais dirigentes de clubes e associações regionais e/ou nacionais de autocaravanismo, já existentes..."

Portanto, não se trata de nenhuma conquista..., senão fôr participada por todos e para todos. Foi público que a actual direcção que está a concluir o mandato foi reconduzida em anuência a solicitações de quase rogo e favor. É público o anúncio de que a actual direcção pretende ela própria ver-se substituída. Permita-me que como autocaravanista e sócio do CPA gostásse de saber a futura direcção, desta maior associação autocaravanista, eleita em resultado de um amplo movimento das bases. E não vejo outra forma de isso se conseguir que não seja a começar por mobilizar vontades de actuais dirigentes das diversas associações em que inevitálvelmente se vai pulverizando o CPA, se nada se fizer que reestruture e reorganize o movimento autocaravanista português.

Tenho para mim, como adquirido (talvez erradamente) que a maioria dos membros destas pequenas associações que têm surgido são simultâneamente sócios do CPA, talvez esteja enganado a esse respeito, como verifico agora ser o caso do companheiro do "Papa-Léguas", que julguei erróneamente sócio do CPA.
Faço mea culpa nesse erro!

Como bem sabe, não pretendo liderar nada, muito menos ver ou fazer uma guerra a cada esquina, mas já me parece,a mim, inverosímil pretender que se reunam como iguais, direcções de associações com cerca de 2000 sócios, com direcções de associações de cem ou dez sócios, associações com estatutos publicados e associações sem estatutos...

3.
Finalmente uma palavra para dizer como lamento não estar presente no próximo encontro do CAB, em razão da minha permanente indisponibilidade para participar em programas recreativos focados nos meio-dias matinais. Uma indisponibilidade de sempre! Já conhecida de alguns companheiros.
Reitero o meu sentimento de amizade, com um abraço para um outro encontro e faço votos sinceros de que seja um belissimo momento de convívio para todos e que a generosidade do trabalho feito seja profícuo para o autocaravanismo.

Bem- Haja.

PROPOSTA AO - IV - ENCONTRO CAB


IV
ENCONTRO CAB
CIRCULO DE AUTOCARAVANISTAS DA BLOGO-ESFERA

1º ANIVERSÁRIO
27 de Novembro a 29 de Novembro de 2009

Toda a informação aqui: http://www.cab-circulo.blogspot.com/




TRAVEL VAN

http://espacoerrante.blogspot.com/



PROPOSTA

AOS PARTICIPANTES DO IV ENCONTRO DO CAB

Considerando que pela sua já longa história, pelo seu maior número de associados, o CPA será sempre pedra angular em qualquer diálogo com estruturas de decisão política municipal ou nacional.

Considerando que só com uma estrutura associativa forte, é possível assegurar a continuidade no tempo de uma acção coerente, esclarecida e democrática, em ordem ao desenvolvimento da modalidade, com mais esclarecimento e discussão interna.

Considerando que no início do próximo ano vão ocorrer eleições para os corpos dirigentes do CPA.

Propõe-se a esta assembleia que delibere sobre:


1. A oportunidade e pertinência da Comissão de Coordenação do CAB encetar um diálogo com os demais dirigentes de clubes e associações regionais e/ou nacionais de autocaravanismo, já existentes, com vista a eleger um grupo de trabalho que prepare um programa de acção para o próximo biénio e forme uma lista de proponentes à próxima direcção do CPA, que garantam procedimentos democráticos na construção de decisões verdadeiramente representativas da vontade da maioria e abracem o desafio de conquistar o direito de audição e respeito junto dos sócios e da sociedade portuguesa.


2. Que se convide e eleja para esse grupo de trabalho, como mandatário em representação do CAB o Companheiro Rui Narciso do blogue Papa-léguas.


Nazaré, 06 de Novembro de 2009-11-06


O Proponente

Cardoso da Silva, (Errante)




Cannes, Alô Manoel

30.12.08 _ Dia_6
Como habitualmente já passa da meia-noite e viajamos vagarosamente em direcção ao centro.
O passeio dos ingleses iluminado a azul,vermeho e branco, as cadeiras viradas ao mar, do outro lado o Carlton Hotel,....a iluminação de um do outro lado da imensa avenida, as imensas palmeiras, os inúmeros hotéis de luxo, uma miríade de côr e luz, recebe-nos á entrada de Cannes, onde o espírito de Natal parece mais forte.

Duas, três voltas à cidade e nem uma gota de água disponível,...parece que amanhã não se vai poder tomar banho. A fossa ainda aguenta,...amanhã se procurará uma área de serviço.

Mas nem para estacionar e dormir está fácil....é desta, que vou dormir aos subúrbios?!
São duas da madrugada, horas de sossegar,...percorremos toda a marginal, com uma iluminação fantástica, sem possiblidades de estacionamento, que não fosse arriscado, onde apesar disso se encontram já alguns companheiros italianos (estão por todo o lado)..., mas no limite, junto ao casino da ponta e ali mesmo ao lado, no cais do clube naval,...o panorama é belíssimo á borda d´água, onde já tinhamos parado numa das voltas pela cidade.



N 43º32´12.83´´ E 7º02´10.69´´


...ou talvez não, aqui não se incomoda ninguém, dá-me a ideia. Ao lado do Palm Beach Club, no parque/paredão de acesso à rampa do clube náutico. A beira-mar, como sempre,...muito bom!


Acordo e vejo pela janela um francês a meter água potável na sua autocaravana,...afinal a torneira mora mesmo aqui ao lado e os sanitários também, que maravilha.
É hora de baixar a moto e mergulhar nas ruas de Cannes,..é optima a sensação de andar de moto por estas paragens. As 125 estão por todo o lado,... o que finalmente também vai ser possível em Portugal.


Almoço na Mac Donnald´s ,pois claro, estamos em Cannes e aqui não se brinca em serviço..,quando se trabalha a matar a fome, é para muito mais!




Alô Manoel é o grito que parece ouvir-se à volta daquela passadeira vermelha.







Um passeio pela marginal




A noite começa a cair , com ela o frio e como sabe bem um chocolatte quente a

ver quem passa...






Tempo ainda para uma espreitadela ao Casino..,e para algumas compras num grande centro comercial,..lembranças para a família e um casaco 5* para a Coabreca,...coabreca tanto dinheiro.




E está na hora de regressar ao motorhome, para mais uma etapa...






A moto do motorhome que tem o tamanho, o peso e a potência certa! Modelo único em Portugal, comprada em Espanha.


É optimo andar por aqui, nesta época do ano!

St. Tropez, uma ideia peregrina...

29.12.08 _ Dia_5

Depois do jantar em Cassis, partimos direcção a St. Tropez. Como sempre com o Gps apontado ao centro da vila, onde chegámos já passava da uma da manhã, como eu gosto,...permite-me sem grande trânsito fazer o primeiro reconhecimento do terreno,...depois pôr o Gps a procurar a área de serviço ou parquemento mais próximo do centro e a partir daí, decidir que tipo de locomoção usar no dia seguinte; a pé, de bicicleta ou de moto.

A opção recaiu, no parque de estacionamento do porto/marina, mais uma vez para uma pernoita à beira-mar, de excelente panorâmica e a escassos metros do centro, permitindo no dia seguinte uma visita à vila comodamente a pé...a partir do parque de estacionamento do porto.

De manhã os vizinhos eram muitos e de grande calibre,...coisas de um tamanho que até agora só tinhamos conhecido virtualmente,...




....,ao lado de Lamborghini´s, Ferrari´s, Lotus´s, Porsche, Rolls Royce, Speeder, Morgan, BMW, Jaguar, ......ao lado de iates,muitos iates,...




Um parque de estacionamento de terra e mar com uma densidade de muitos milhares de euros por metro quadrado,...

Isto não é um autocarro!
Há primeira vista não parece, mas é uma autocaravana!E com um único casal alemão, na faixa dos cinquenta.

E ao lado disto tudo,...também disto, a dar realismo à vida!




...sem calços.

...com calços.


.. na água ,

...em terra.





St. Tropez pode ser num recanto, um belo postal, num recanto, pode ser uma belissima montra, uma marca,... seguramente foi uma ideia peregrina para BB , encontrar sossego, na côte d´azur ,nesta pequena vila tipíca de pescadores,... estava concerteza longe de imaginar as multidões que haviam de segui-la e seguramente, não valorizou nada do que faz hoje, deste lugar, um destino de massas.

É o mundo às avessas! A Rebelião da"s" Massa"s, mesmo com muita, muita massa! E na ironia da história, BB foi-se embora...



Que futuro para o CPA ?

O direito de livre associação em portugal, permite a quaisquer constituírem-se como parte interessada e intervirem, proporem, etc, …para o bem ou para o mal.

O Campingcar Portugal, é um (bom) exemplo : dois amigos fazem uma associação!

E nós, que lhes reconhecemos a generosidade dos propósitos, usamos e abusamos de um espaço que é deles.

Mas será sempre assim?

O CAB, o MIDAP, o CAS, o CAN,… e outros que legitimamente apareçam, embora com ténues representações do universo autocaravanista, poderão ainda reclamar-se de um protagonismo e acção, defendendo interesses, não necessariamente coincidentes com os da maioria autocaravanista.

Todas as associações que vão legitimamente aparecendo e intervindo, terão a mesma clarividência de propósitos?

– Não há nenhuma garantia disso! Direi mesmo, que esse perigo é tão eminente e ameaçador, que urge preparar uma resposta.

Como é que, no futuro se poderão contrariar investidas de propostas, não coincidentes com o interesse da maioria?

O associativismo autocaravanista em Portugal, é tão frágil, que tem estado à mercê de qualquer investida, … de quem se reclame com uma qualquer representatividade, (tenha a dimensão que tiver) como recentemente ficou demonstrado.

É verdade que todos os contributos, individuais ou colectivos, são bem vindos, provada que esteja a generosidade das suas propostas. Para o que não basta a troca de galhardetes ou chaves entre associações!

O obscurantismo do processo, que deixou à margem da discussão a comunidade autocaravanista para a proposta da nova lei, recentemente sujeita a votação no parlamento nacional, só tem um responsável: o CPA!

E porquê?!

- Porque o CPA não foi capaz de garantir (sequer dar contributo) previa e atempadamente, à democraticidade de uma discussão e de um sufrágio interno.

Uma estrutura associativa digna dos seus associados, se não é capaz de assegurar a participação dos seus sócios, na legitimação de um processo legislativo, em que se envolvera, que a todos dizia respeito e tão crucial era para o futuro da modalidade, … abortava-o!

O presidente do CPA, lamenta agora em editorial, o facto de os autocaravanistas não terem sido consultados!

Pergunta-se então: sendo assim porque não abortou o processo em tempo oportuno?

Não se pretende com a pergunta menosprezar o trabalho de Ruy Figueiredo, e restantes companheiros da direcção do CPA, de quem, todos estamos certos e gratos da generosidade com que têm feito o melhor que podem.

Vale, como demonstração, de que o CPA não tem estado à altura das suas responsabilidades e de que as associações não podem estar ao sabor do golpe de asa de seja quem fôr!

Uma associação vale pela forma como a sua estrutura e processo de decisão estão construídos, em ordem a espelhar a vontade da maioria, aí democraticamente aceite como interesse público!

Por muito que isso custe aos sábios franco atiradores ou à burocracia.

Serve isto para dizer, que quem quiser fazer alguma coisa pelo autocaravanismo em Portugal, deve antes de mais pegar na direcção do CPA e reestruturar o Clube!

Pela sua já longa história, pelo seu maior número de associados, o CPA será sempre pedra angular em qualquer diálogo com estruturas de decisão política municipal ou nacional.

Só através de uma associação forte, com mais história e representatividade que as restantes, melhores princípios estatutários e uma direcção centrada no essencial: a legislação existente, a legislação necessária e sua real concretização no terreno, em ordem ao desenvolvimento da modalidade, com mais esclarecimento e discussão interna. Só assim é possível progredir e fazer abortar todas as “ameaças” que possam surgir, de projectos que embora legítimos sejam menos representativos do interesse colectivo.

Como consegui-lo?!

Criando secções regionais, de que há alguns conhecidos embriões, como sejam os Amigos do Centro, o CAN, o CAS, talvez o CASUL, etc…agrupando-se as suas direcções numa direcção nacional, a que deviam ser proponentes de imediato nas próximas eleições do CPA. Conjuntamente candidatarem-se, com uma lista representativa de todos estes pequenos clubes existentes e a criar. E dessa intenção, lista e programa darem prévio anúncio e conhecimento nos respectivos fóruns da modalidade. Creio a maioria dos sócios teriam nessa próxima assembleia, uma oportunidade de se reconciliarem com o clube, sufragando a legitimidade desse programa e dessa nova direcção!

Às secções regionais, com receitas próprias, caberá o desafio de permanentemente alargar o universo de associados desenvolvendo-se aí todas as actividades de aproximação com a modalidade e de convívio tradicionais.

À direcção nacional, onde estejam representadas todas as secções, cabe re-elaborar estatutos que garantam procedimentos democráticos na construção de decisões verdadeiramente representativas da vontade da maioria e o desafio de conquistar o direito de audição e respeito junto dos sócios e da sociedade portuguesa.

Só com uma estrutura associativa forte, é possível assegurar a continuidade no tempo de uma acção coerente, esclarecida e democrática, sem dependência de estados de alma, de maior ou menor golpe de asa de quem vai surgindo ao sabor dos tempos e das conveniências.

Antes de outras iniciativas ou ensaios legislativos, venham os falcões e os golpes de asa de onde vierem, é antes de mais preciso, primeiro preparar as estruturas de decisão de forma a assegurar o interesse geral.

Este é o desafio principal, absolutamente prioritário e urgente para o CPA e consequentemente para o autocaravanismo em Portugal.

Quanto aos mais problemas pontuais, os diagnósticos estão feitos e os antídotos são conhecidos , não há é quem opere…

Creio, que os actuais dirigentes destes clubes regionais de autocaravanismo, já existentes, não se podem furtar a mais esse desafio!

Pelos seus próprios clubes, pela modalidade que os apaixona e já representam e por Portugal.

Um Ano De Midap


Recentemente, através do blogue Autocaravanismo-Newsletter e depois através do blogue do próprio Midap, os autocaravanistas portugueses, lembraram o primeiro aniversário deste movimento independente para o desenvolvimento e apoio ao autocaravanismo.

Os autocaravanistas assistiram à sua formação, com adesões espontâneas e generosas, de vontades arraigadas na necessidade sentida por cada um, de fazer mais e melhor pelo futuro da modalidade no nosso país.
Foi então anunciada, a formação de uma Comissão Instaladora!
Passou um ano!
Tomámos conhecimento de diversas iniciativas desta comissão instaladora. Entre outras a mais mediática, foi o ensaio para um primeiro seminário, reunião que decorreu em Cascais e serviu a apresentação pública de um projecto-lei para o autocaravanismo.
Projecto-Lei que se pretendeu do autocaravanismo, mas que no período de discussão pública regimental (do parlamento nacional), se percebeu no seio da comunidade autocaravanista, ser afinal um projecto de autor e não um projecto da comunidade autocaravanista (como comprova o editorial do último boletim do CPA). Tão pouco foi um projecto da comunidade autocaravanista Midap, como a pág.(s) tantas ficou patenteado no fórum CPA!
Passado um ano, uma pergunta naturalmente se impõe à comissão instaladora do Midap :
- Para quando está prevista a feitura e publicação de estatutos, o anúncio da eleição de uma direcção, programa, forma de financiamento e, ...com que peso associativo dentro do panorama nacional, (?) onde se inventariam cerca de 6000 autocaravanistas?
Não é esta a função primordial de uma comissão instaladora?
Por vezes já tenho dito e escrito, que o CPA- Clube Português de Autocaravanas,carrega nome a mais. Na medida em que desenvolve um plano de actividades em que poucos se revêm, face à responsabilidade da representatividade induzida pelo seu enorme número de associados. Mas nunca questionei a legitimidade das acções promovidas pela direcção do CPA, nem ninguém pode questionar!
Para o MIDAP,.... fazemos votos, de que a responsabilidade social das actividades que a sua comissão instaladora desenvolveu ou apoiou e naturalmente projecta, tenham num futuro tão próximo quanto desejável, efectiva definição no plano da responsabilidade jurídica.
Só assim poderemos continuar solidários e,....com amizade, dormir sossegados.

Um Tour em Marselha

28.12.08 _ Dia_4

Estou em Marselha, vejo a vida desfilar em volta do Porto-Velho,... uma população muito matizada, muito morena e multirracial com um cunho muito mediterrânico, também uma arquitectura muito simples e predominantemente branca...,uma cidade cosmopolita.

Saímos e passeamos a pé á volta do enorme Porto-Velho, lugar central da cidade,... percebe-se uma população que corre laboriosa e uma outra residente nesta zona, mais ociosa,..percebe-se pelas gentes, que o enorme porto comercial mais a sul é o coração e o sangue da cidade, a par de um turísmo urbano intenso com muita solicitação e animação.


O Castelo de If (ou Château d'If), uma antiga prisão situada numa ilha costeira à cidade, onde O Conde de Monte Cristo foi encarcerado, no romance de Alexandre Dumas.

Essa fusão de culturas que remonta à antiguidade é presenciada hoje na arquitectura de estilo, ora bizantino, ora neoclássico, nas feições miscigenadas e nos animados comércios e feirinhas de rua, onde servem desde peixe fresco a kebabs turcos.


Alimentámos o corpo, subimos no autocarro do grand tour e partimos à descoberta da paisagem urbana,...está um fantástico Sol de inverno.

Notre-Dame-de-la-Garde, no alto de uma colina, com uma enorme afluência e os acessos entupidos por carros de gente que teima em chegar ao alto, em ruas cada vez mais estreitas ...,a vista panorâmica é outra oportunidade, mas a basílica em esplêndido estilo romano-bizantino é uma pérola, revestida de mosaicos e folheada a ouro.

Marselha é uma cidade de verdade: meio suja, alguns mendigos, fachadas encardidas e varais de roupas cortando o céu.Em muitos aspectos faz lembrar Lisboa.

.


A noite cái sobre a cidade, o frio já fez debandar toda a gente para o andar inferior, eu resisto, sou um bocado como os cães, gosto de sentir o frio no nariz e delicio-me com o espectáculo de côr e refracção das primeiras luzes da noite, a melhor hora para fotografar.

Voltamos aO Porto-Velho, no Samaritaine , tomamos um chocolate quente e um gâteua,para voltar a aquecer,num ambiente bem quentusco ...vimos agora o porto-velho na perspectiva oposta a que se tem da autocaravana.


São 21 horas,voltámos à autocaravana e ainda hoje vamos jantar a Cassi e dormir a St.Tropez,...coisa de autocaravanista.

Vamos lá ao jantar!

De Carcassonne a Marselha

27.12.08 _ Dia 3

A chegada a Carcassonne fez-se já noite serrada. Ver as muralhas e torres de Carcassonne surgirem de repente contra o céu, toda iluminada, após uma curva da estrada, é de fazer de imediato sonhar com o passado,... a cidade e a cidadela esperava-nos em ambiente festivo de quadra natalícia e ano novo.


O parque automóvel, comum a autocaravanas, situado sem complexos, junto à cidadela, foi o lugar vantajoso e privilegiado de pernoita.

Temperaturas negativas, neblina e céu encoberto,... não dei por nada !

São mais ou menos 11.00 horas e o tempo está limpo, já bebi meu leite com chocolate, comi meu pão com doce, bebi meus dois cafés, fumei meus cigarros, estirei minhas duas pernas e completa nudez sem frio, li as google-notícias, tomei meu duche quente e sai para um ar fresco de montanha, com muito ar puro, muito oxigénio, graças aos Pirinéus! Gosto de sentir e respirar este frio, fecha-me o corpo, refresca-me o cérebro e as narinas, integra-me melhor,... as ideias parecem mais arrumadas.

Virei-me à colina! E caminhei direcção à porta principal da cidadela, por onde já passaram gerações,... em volta muita mais gente faz o mesmo,... um carrossel de vai-vem com cátaros, infiéis, cruzadas de cristãos e agora uma atmosfera de férias natalícias.

As fundações das casas e muralhas retratam com clareza essas sucessivas ondas civilizadoras.

Estou na maior fortaleza medieval e a mais bem preservada de toda a Europa. Um conjunto arquitectónico que testemunha mais de 2500 anos de história, que atravessou as brumas do tempo e preservou o seu passado.

No gracioso passeio da descoberta de uma realidade outrora magnânime, construída de pedra e cal, inteiramente de pé, sobressái a precaridade no tempo, das ideias e ideais que a moldaram, lhe deram vida e força até ao abandono completo pelos anos de 1800, razão maior do estado de preservação em que se encontra.

Daquele apogeu civilizacional de séculos, aquelas magnificas muralhas e intocável cidadela, são hoje uma impressionante lápide.

Agora a lápide, tornou-se uma fantástica atracção turística !O ciclo natural de renovação das ideias e ideais voltou a conquistar, a ocupar a cidadela e dar-lhe nova vida, com multiplos negócios e serviços dedicados aos recém chegados conquistadores, não importa a origem nem a religião que professem.



Feitas as fotografias, tomado apetecido assento e descanso na história moderna da cidadela, com outro e quentinho chocolate francês, em esplanada,..regressámos à rua e à vida, na generosa AS de Carcassone, com as operações de manutenção à habitação,... e rumo a Marselha, que a noite ia caindo.



Chegámos a Marselha, segunda maior cidade em população e área urbana de França, e a muitos títulos capital, por volta das 21.00Horas ! Uma estória de viajem rápida, sem história,...algumas paragens técnicas em não lugares e o encontro com mais um conto de vigário na imensa estação de serviço de Monteplier , um tipo que fala espanhol e pede um dinheirito para poder meter combustível e seguir viajem,...paguei para ver! Acto de contricção e arrependimento continuo, a fazer mea-culpa.
Estacionamento e pernoita no centro, em pleno Porto-Velho, sem questíunculas nem complexos, a uns metros de um posto de polícia, em liberdade e com esta fantástica vista,..


Seguiu-se o jantar na casinha itinerante, depois um passeio pedonal à descoberta do pulsar da vida nocturna de Marselha...enfim, com tanto para contar, mas o sono sempre acaba vencendo e o relógio pára.

Não-Lugares, a caminho de Carcassonne

26.12.08 _ Dia 2

Saída de Burgos, direcção a Vitória-Gastez e desta para Irun,...um caminho de auto-estrada que não gostamos de fazer, o trânsito é muito, os caminhons muitos e pesados, normalmente chove e a visibilidade é muito deficiente,...um lugar a evitar ou um não-lugar...

Os não-lugares é um conceito proposto por Marc Augé, antropólogo francês, para designar um espaço de passagem incapaz de dar forma a qualquer tipo de identidade.

Para fundamentar este novo conceito, Marc Augé começa por discutir a capacidade da antropologia, tal como a conhecemos, em analisar e interpretar a sociedade actual.

Decide por isso construir a noção de sobremodernidade que se diferencia da pósmodernidade, na medida em que esta última é «concebida como a adição arbitrária de traços aleatórios» ao passo que a sobremodernidade releva de 3 figuras de excesso:

a) excesso de tempo por efeito da aceleração da história em que tudo se tornou acontecimento e que, por haver tantos acontecimentos, já nada é acontecimento. Por isso, organizar o mundo a partir da categoria tempo deixou de fazer sentido.

b) Excesso de espaço por efeito da mobilidade de pessoas, bens, informações, imagens, o planeta se ter encolhido, e sentirmo-nos implicados em tudo, mesmo nos lugares mais remotos.

c) Excesso de individualismo por efeito do enfraquecimento das referências colectivas, e porque as singularidades ( dos objectos, grupos) organizam cada vez mais a nossa relação com o mundo.

Auge define o lugar, enquanto espaço antropológico, como um espaço identitário, relacional e histórico.O não-lugar será então um lugar que não é relacional, não é identitário e não histórico.

As auto-estradas, os aeroportos, as grande superfícies são exemplos de não-lugares.



Mas também «campos de refugiados, campos de trânsito, grandes espaços antes concebidos para a promoção do mundo operário e tornados insensivelmente o espaço residual onde se encontram os sem abrigo e sem emprego de origens diversas: por toda aparte espaços inqualificáveis, em termos de lugar, acolhem, em princípio provisoriamente, aqueles que as necessidades do emprego, do desemprego, da miséria, da guerra ou da intolerância constrangem à expatriação à urbanização do pobre ou ao encarceramento»


( Marc Auge, in Le Sens des Autres,1994, pgs 169Os não-lugares são povoados de «viajantes» ou «passeantes» em trânsito.


São, 23.00Horas, acabámos de jantar numa área de serviço da auto-route Irun-Toulouse,...há pouca gente e pouco trânsito, um não-lugar sossegado, carros de matrícula francesa, poucos, com viajantes, jovens casais,afinal portugueses, a caminho de um não-lugar,...acelerados auto-route abaixo...

Cem kilómetros mais à frente, nova área se serviço,...um esticar de pernas, um cafézinho, um par de ténis "de luxo" por 15 €, os primeiros perfumes Lavande e outros viajantes, mais, muitos mais viajantes, portugueses de matrícula francesa,... como nós sairam de Portugal ontem , dia de Natal, mais, muitos mais viajantes de não-lugar, a caminho de um não-lugar...


Viajam, solitários, nesses espaços de ninguém. São não-lugares livres de identidades.No fundo, os não-lugares revelam uma nova forma de viver o mundo. Mas o retorno ao lugar pode ser o sonho dos que frequentam os não-lugares.



Triângulámos Toulouse e encurtamos 40 km ao destino : Carcassonne - onde entramos por volta das 03Horas da madrugada, a admirar as boas vindas da fantástica iluminação de Natal, como a dizer-nos que afinal, o lugar, é onde o Homem quiser... é onde sobrevive.

Ler:Augé,Marc (1994) Não-lugares: introdução a uma antropologia da modernidade, Lisboa, Bertrand editora


A pernoita na AS de Carcassonne, paredes-meias com a cidadela histórica, que visitaremos amanhã.

A Caminho da Côte D´Azur

25.12.08 _ Dia 1


Vai ser a prova de fogo à socialização autocaravanista por terras de França. Tanto temor, regras e dificuldades se anunciam por esses fóruns em português,...que saio pouco tranquilo!
O Mónaco, por oposição à Bretanha, a ver vamos.

As poucas AS´s e os poucos campings (muitas vezes, longe do objectivo) referenciados na base de dados da campingcar française também não ajudam nada a tranquilizar. Seja como fôr,...existirão sempre muitos hotéis, embora não me agrade nunca a ideia de a partir do meio-dia,repentinamente me trasnformar em persona não grata, ou simpáticamente pagar mais uma noite...outras experiencias.


Saímos então de casa, por volta das 16.00horas, rumo a Coimbra e à Campilusa, onde trocamos a botija de gás, reabastecemos de wc-químico e ali mesmo ao lado compramos a habitual dose de leitão à bairrada que nos há-de servir o jantar (e mais se verá), IP_3 acima e na área de serviço do IP_5 na Guarda, já passava das 22.00horas, sair o jantar quentinho e estaladiço acompanhado de um espumante tinto bruto das caves do mesmo nome,...fazia frio, um frio gostoso de ar puro do alto, onde gosto sempre de fazer uma caminhada de desentorpecimento das pernas e do nariz...


Noite limpida, céu estrelado e boa disposição,...até à fronteira é um saltinho. Pouco depois de Vilar Formoso Pé_de_Vento resolve que é chegada a hora de se estender ao comprido entre lençóis e descansar do trabalho das festividades natalícias, que a família é curta e pouco contributiva mas "exigente".


E lá fui eu, com uma noite e estrada convidativa, mais 400 km ao toque de rádio e com o barulho das luzes, numa marcha constante entre os 120 e 140 km/h até já depois de Burgos, na primeira área de serviço da autovia Basca ter encontrado, à direita, o poiso certo para me entregar ao descanso da noite, agora que a digestão estava feita e já não havia gasóleo para mais...eram cerca de 03 horas da madrugada.


E a noite soberba e fria!


Faço o primeiro ensaio geral da chaufagem, leio o livro de instruções e pouco depois, estou verdadeiramente encantado a dormir o sono dos justos.



De manhã,...em boa verdade já passava do meio-dia,.. a primeira grande surpresa da viajem: Travel Van está coberta de gelo e neve,...e que quentinho que é lá dentro,nem se dá por nada!



Hoje, é fazer caminho até Carcassone...

Castelo de Vide,em perspectiva domingueira

FDS_04.10.08 - Dia_3


É tempo de iniciar o caminho de regresso a casa, são passados três dias em ambiente tranquilo e repousante, Portagem, Marvão, Castelo de Vide e o Parque Natural da Serra de São Mamede, são lugares aparentemente dourados e com tudo para serem felizes os industriais de turismo com investimentos na região, o que verdadeiramente parece não acontecer. Apesar de serem lugares de eleição para quem faz das férias, uma oportunidade de descanso, que obviamente, como as demais necessidades, é preciso senti-la!
Diz-se que trabalhamos pouco e mal , o que em minha opinião, é muito consistente com a energia e vitalidade demonstrada e desbaratada pela esmagadora maioria de nós ( e não só), entre a agitação das multidões que sempre se norteiam a sul, nesses poucos dias do ano com direito ao repouso.





Castelo de Vide é uma vila com uma ambiência algo estranha no contexto da arquitectura alentejana, é a expressão mais ou menos dissimulada, da presença de uma cultura diferente, com uma economia mais mercantil, menos ligada á terra, menos agrícola. O estabelecimento da Inquisição e a expulsão dos judeus de Espanha por Fernando e Isabel, contribuíram para o crescimento da judiaria de Castelo de Vide, que mantém na arquitectura e toponímia das suas ruas o testemunho dessa presença, algo que a coloca fora do traço identitário que se respira nas vilas alentejanas, e lhe empresta um ar diferente, misterioso, de uma história de vicissitudes quase imperceptível.









Portas,mais portas, que fecham e se fecham ao exterior,...






,janelas, só em pisos superiores...






A sugestiva "Sombrinha"






Castelo de Vide



Uma janela de liberdade






E a liberdade de estacionar, responsávelmente, como se observa sem qualquer razão para uma discriminação negativa, nem necessidade de "falso-privilégio" de estacionamento em lugar exclusivo para autocaravana.

Fim-de-semana de três dias, no lugar certo,com as condições ideais, são quanto basta para recuperar energias e ficar preparado para mais uma dura temporada de trabalho intenso,que se aproxima até ao fim de ano, época com destino marcado para a Côte d´azur, em autocaravana.