Poitiers - Futuroscop

20.08.08 - Dia_17

Confesso que não sou nada entusiasta de parques temáticos, parques de diversões ou congéneres, mas depois da agradável surpresa com Puy de Fou,...lá fomos (em silêncio) dormir ao Futuroscópio. Eram duas da madrugada quando estacionámos ao lado de muitos outros autocaravanistas, numa imensa área de serviço que lhes é dedicada. Depois de nós ainda havia muita gente para chegar...

Pensava : "faz tantos anos anos que esta coisa foi inaugurada, que deve ser muito mais do passado que do futuro ",...mas com o passar do tempo lá fui descobrindo em cada novo pavilhão renovados motivos de interesse até à completa surpresa e satisfação,...não própriamente com os pavilhões, que apesar dos anos não deixam ninguém indiferente....






A opção na revelação cénica do "passado, presente e futuro", em projecção cinematográfica, por vezes em desafios de banda desenhada interactiva, outras em constatações documentais históricas ou de vida natura, sempre de forma envolvente e integradora dos espectadores, numa revelação e abrangência tridimensional,...nunca vi nada igual como 3D, nem sabia possível...

Esmagadora a qualidade das animações 3D, só possível em anfiteatros de geometria cúmplice com a projecção. O Futuroscop é afinal uma miríade de anfiteatros especificamente concebidos para projecções cénicas tridimensionais absolutamente envolventes,...de um realismo,por vezes improprio para cardíacos.






Ao longo de um dia completo não conseguimos mais do que ver cinco projecções, todas absolutamente fascinantes, desde uma viajem ao fundo dos oceanos, à corrida de helicóptero pelas cataratas do Niágara, ao boneco que parece ter saído da tela só para nos cumprimentar,...no fim, sobra o lamento pelo tempo não chegar para tudo.




O fim do dia chega com um outro espectáculo cénico em projecção, sobre um espelho de água e uma miríade de repuxos,....surpreendente!


E vimo-nos embora com a certeza de que vale a pena lá voltar, por mais tempo, no minimo dois ou talvez três dias para ver e rever,...afinal entrámos em silêncio e saímos boquiabertos.

O Futuroscópio está para durar !


E nós vamos voltar, para já o caminho é direcção Limoges...


Aproximadamente 156km até Magnac

Angers / Saumur

19.08.08 - Dia_16


Fazem-se centenas de kilómetros, sem um café, sem um restaurante, sem um bar de beira de estrada,....é chão que já deu uvas por estas bandas.


Foi surpresa, algures uma pequena mercearia gourmet,...afinal de uma jovem simpática portuguesa, que à caixa registadora, não resistiu à língua materna e com a face ruborizada se aventurou na oportunidade (segundo ela rara) de ensaiar o prazer de meia dúzia de palavras que lhe garantem a manutenção do precioso activo.


Angers, é mais uma daquelas agradáveis surpresas que há partida não estavam no roteiro. Um belíssimo exemplo de convivência de um parque urbano moderno, no centro de uma cidade marcada pela monumentalidade histórica. Uma lição de Arquitectura.






















Direcção Saumur, sempre pela margem e com o Loire à vista, fizémos a esperada incursão no mundo dos Trogloditas. A prodigialidade da Natureza no vale do Loire permite fácilmente compreender que nestas paragens, ser troglodita terá sido muito mais uma opção do que uma condição.






Muitas destas cavernas, serviam como residência à pouco mais de 20 anos,...hoje em menos de uma geração, o retorno acontece por novos membros, descendentes da mesma família que agora exploram turisticamente a peculiaridade destes lugares, como restaurantes/ bar,...muito concorridos.






Era noite, quando chegámos ao Castelo de Saumur...








Mas a etapa só terminaria no parque temático de Poitiers,... onde pernoitariamos tranquilamente.





Aproximadamente 120 km de Prazer.

Saint Michel / Fougéres / Rennes

18.08.08 - Dia_15

Saímos de St.Malo ao fim do dia, direcção St. Michel. Em pouco mais de uma hora de viajem, deixámos as terras altas da Bretanha, e entrámos nos campos alagados e aráveis da Normandia. A nossa viajem aproximava-se do ponto de retorno, o Monte de Saint Michel, primeiro cartaz turístico e local mais visitado de França.


Pelo caminho a paisagem é salpicada de singularidades.



Chegádos ao cair da noite, observa-se um intenso movimento de vai-vem, entre os que partem e os que chegam e correm a visitar o local . A quantidade de autocaravanistas sugere-nos um local de perenigração "obrigatório" para aqueles.




As visitas são possíveis ininterruptamente e são muitos os que aproveitam as temperaturas mais frescas da noite para subir ao ponto mais alto, seguimo-los...em boa hora. No dia seguinte o povo seria tanto que a confusão e a incomodidade se instalam.



A capela de St. Michel surpreende pela preservação da autencidade original (rara), que nos transporta de imediato para a época em que foi construída.



O espectácular panorama à noite, é ainda mais surpreendente.




Com a autocaravana estacionada nos jardins da village, onde pernoitámos em boa hora decidimos uma ida e volta a pedal,...mais longe do que parece.


Entre a ida e a volta a maré enche e o que antes era um imenso parqueamento automóvel é agora um charco com meio-metro de água onde se vêm alguns carros submersos, apanhados de surpresa.




A fotografia da praxe.



Todas as posições são válidas.




O Monte Saint Michéle é um postal, não há dúvida.




Fougére, Village de France,...tão verde e emboscada que mais parece um ninho de cucos. Respira-se um clima de tranquilidade e sossego,...parece parada no tempo, para viver plenamente em expressões artisticas mais ou menos individuais, mais ou menos colectivas de que os ensaios na igreja e à volta dela evidenciam.



A Igreja e o coreto em ensaio.



A quietude.



As flôres.



Rennes a capital da Bretanha e ainda que só de passagem descobrem-se cantos e recantos de enorme beleza nesta cidade de trabalho e potencial turístico de enorme qualidade paisagística e urbana.








Despedimo-nos com pena, e a certeza de que Rennes merece mais atenção, o objectivo era ainda ir dormir a Angers.

Afinal, numa belíssima AS, dessas que agora a nova portaria sobre campismo anuncia para portugal,...pequeno parque de estacionamento todo vedado por rede, com portaria mas aquela hora já encerrada. O que não impossibilitou a utilização da zona de manutenção construída no lado exterior e a possibilidade de aí pernoitar num dos lugares de estacionamento reservados aos mais atrasados como nós.






Aproximadamente 255 km

St.Malo

17.08.08 – Dia_14

Deixámo-nos de preocupar com programação de AS´s, elas parecem estar por todo lado, numa concorrente disputa pelos autocaravanistas.
Não é contudo o caso de St.Malo, que a par de La Rochelle são cidades de tamanho médio/grande onde o turismo já é sempre intenso e os muito turistas se sobrepõem às restantes actividades e gentes locais. Aqui a única opção é pelo parque de campismo, moderno e agradável, com vista panorâmica sobre a cidade mas um pouco distante. Temia-se que chovesse no dia seguinte...


Mas o dia inicia-se com um brilho e luz que haviamos perdido nos últimos tempos, o caminho longo mas convidativo a umas boas pedaladas de bicicleta, é sempre uma excelente forma de contemplar a paisagem e fazer algum exercício,...

O centro turístico, e cidade velha entre muralhas, ao longe.


Uma das várias entradas, onde se acomodam à idade e à conversa diferentes gerações de locais que fazem viajem na mirada sobre quem entra e sái.





Dentro o movimento turístico é intenso, o comércio e as expressões musicais espontâneas é-lhes quase todo dedicado.

O ambiente urbano é muito próprio, com edificios com plena ocupação humana, de quatro a cinco pisos, alicerçados em estrutura física e viária centenária, onde o sol dificilmente entra, mas também cá fora rareia..., há dias.

O de hoje até convida a um passeio pela praia.

E aos sabores de um pescado com frits,...o que havia de ser?




St. Malo e La Rochelle assumem estatuto de capitais do turismo de praia nesta costa francesa e justificam plenamente com a sua surpreendente beleza.

KM +- 233