Exame(s) de Condução
Burocracia à Portuguesa
Pompeia / Nápoles
Tudo muito bem conservado.
Paredes meias, Nápoles é a nova cidade das mesmas gentes,... mas agora expondo as fragilidades da economia (que entretanto se perdeu), revela-se uma cidade sombria, deprimida, sem arrumação nem brilho, como o subúrbio de um passado glorioso, morto e enterrado nas poeiras vulcânicas do velho Vesúvio.
Não admira muito,...as recentes noticías do lixo que não se recolhe das ruas e a que se deita fogo.
Miralta, 25 anos.
Tão grandes, que a data de chegada, não pode deixar de ser assinalada.
Nessa altura são os amigos que vêm até nós. É obrigatório comemorar!
E é um privilégio testemunhar, como são boa gente, boa companhia.
Assinala-se a chegada, mas também uma nova partida, mais uma vez sem términus à vista.
São vinte cinco anos de trabalho, muito trabalho, trabalho puro e duro! É o preço em estar casado com uma mulher tão bonita como a minha.Para ela imagino, igualmente dificil viver com um estafermo como eu.
Merecemos a festa.
Património e Tradições
Se me permitem,
acho muito interessante tudo o que disse neste tópico até agora. Diferentes opiniões e perspectivas que me parecem todas, sem excepção, acertadas, embora por vezes se afigurem quasi contraditórias.
Penso que o não atendimento à necessidade de manutenção do nosso património histórico edificado é um problema muito em linha com esse outro património cultural de tradições e costumes..., que corremos o risco de perder em nome da higiene e segurança,etc...
Nestes últimos trinta anos corremos muito para apanhar o chamado pelotão da frente,....estamos a caminho de "esgotar as forças" de uma segunda geração na passagem do testemunho para uma modernidade que não pode deixar de se nos afigurar acelerada.
Sabemos como tem sido dificil a gestão de parcos recursos,...na família com principal acuidade nos mais velhos (tantas vezes esquecidos), como no património edificado colectivo.
Parece-me uma questão transversal a toda a sociedade portuguesa, no momento, a priorização dos recursos! Questionável, sempre!
Sei por formação, que não é mesmo nada barato, (muito pelo contrário) recuperar património edificado. Ou se faz como deve, ou é preferível não mexer (porque estraga mais); o testemunho aos vindouros não deve ser adulterado.
Diria que no futuro " aquelas pedras" contarão a história dos que edificaram, mas também a história, dos que não conseguiram manter.
Tudo isto em linha, com as tradições e costumes,que a ASAE parece ter que destruir...dou um exemplo,para me explicar melhor:
Somos o único país na europa comunitária com serviços de lotas e vendagem de pescado,( empresa pública a acumular prejuízos),...e para assegurar a higiene no manuseamento,embalagem e transporte do pescado com a qualidade, digamos média, da comercialização feita nos restantes países comunitários não chega esse controle das lotas.
Os pescadores continuam a achar que o cachorro pode conviver com as caixas de peixe, os comerciantes acham que nada impede que as lexívias estejam por baixo da bancada, etc,etc...É preciso transpôr normas europeias de manuseamento e acondicionamento de pescado fresco,...única forma do mesmo circular além fronteiras com garantia veterinária.
Normas que rejeitam porque complicam e muito a vida (financeira) a pescadores e comerciantes, sem dúvida!
E quem não conhece os simpáticos mercados semanais, ao ar livre, em tendas de rua, (onde se compra desde peixe,carne, a frutas,...) em capitais como Amesterdão ou Paris!?
A tal vida de tradições e costumes de que fala António Barreto!
E ntão,... se nem lotas há !?
Bom! Não há lotas, nem são precisas, porque o(s) pescador(es) e o(s) comerciante(s) de peixe, há muito que livremente adoptaram procedimentos de higienização, ( sem a piada dos cães, das lexivias, ou outros que tais) validados por veterinários.
Procedimentos que, ao provarem o seu acerto, viraram Norma.
O António Barreto, esqueceu que, à semelhança dos "velhos" prédios de Paris ou Amesterdão, onde existem casas do mais moderno conforto,...as "velhas tradições" de feiras semanais com tendas, ao pé da porta, vendem produtos que chegam pela mão de homens e mulheres (modernos!?) que não precisaram da Norma para praticarem um manuseamento e acondiciomanento correcto e validado por especialistas.
O homem e a circunstância! Indissociáveis.
Roma e Pavia, não se fez,...e por vezes penso que por querermos chegar tão depressa, ainda acabamos por nos estampar.
Oxalá a próxima geração seja capaz do tal Património, e nós que vejamos. Já agora, com uma velhice confortável.
Respigado de:Fórum_Campingcar_Portugal
As Pedras no Caminho
"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas, não
esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela
vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios,
incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos
problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no
recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter
medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para
ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas; um dia... VOU CONSTRUIR UM CASTELO..."
Estória´s da aviação, pela voz da Hospedeira,...
Capri
Fóruns
Viajar ! Perder países!
Ser outro constantemente,
Por a alma não ter raízes
De viver de ver somente!
Não pertencer nem a mim!
Ir em frente, ir a seguir
A ausência de ter um fim,
E a ânsia de o conseguir!
Viajar assim é viagem.
Mas faço-o sem ter de meu
Mais que o sonho da passagem.
O resto é só terra e céu.
Fernando Pessoa
Antalya
Cairo
A desorganização geral do ambiente urbano e humano, tem máxima expressão na fluidez do trânsito automóvel,tão errático quanto dificil e absolutamente admirável,...onde se cruzam de forma desalinhada, camionetas de passageiros com mercadorias, carros com muitos anos exportados da europa e muitos de tracção animal. Desordem sublinhada pelas barreiras dos cordões policiais que a todo momento acompanham e fazem guarda aos movimentos da multidão de turistas.
Respira-se uma espécie de embriaguês generalizada com a História,... dos que chegam em visita rápida, mas sobretudo, dos que lá vivem à gerações, de olhos e modo de vida postos só e sempre num passado grandioso, a parecer-lhes "dramáticamente" irrepetível
Viajar
Rui Cóias
Tempos Livres
Sobre o qual vale a pena pensar,...um assunto afinal,simples, de que se fala a brincar.
E,... o hábito faz o monge!
Santorini
Mas era já também (em 2004) um lugar em acelerada mutação global, onde os cerca de 1200 cruzeiros que em média ali aportam ao longo do ano 1.200.000 turistas,esfumava já por completo os traços identitários das gentes locais.













